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	<title>Filosofia Popular Archives | SER em SI</title>
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		<title>Série de vídeos sobre a evolução do saber hegemônico:</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ser em Si]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Oct 2022 21:19:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2022]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia Popular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>The post <a href="https://www.seremsi.org.br/serie-de-videos-sobre-a-evolucao-do-saber-hegemonico/">Série de vídeos sobre a evolução do saber hegemônico:</a> appeared first on <a href="https://www.seremsi.org.br">SER em SI</a>.</p>
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		<title>45 &#8211; Vida conjugal: relacionamento na direção do amor como pulsação cósmica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Bayeux]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2020 13:36:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia Popular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>VIDA CONJUGAL: relacionamento na direção do amor como pulsação cósmica. Leonardo J. Jeber          “O amor, o trabalho e o conhecimento são as fontes da vida;<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>VIDA CONJUGAL:</strong></p>
<p align="center"><strong>relacionamento na direção do amor como pulsação cósmica.</strong></p>
<p align="right"><em>Leonardo J. Jeber</em></p>
<p align="right">         “O amor, o trabalho e o conhecimento são as fontes da vida; deveriam também governá-la”</p>
<p align="right">Wilhelm Reich</p>
<p>Este texto tem como sua principal referência a teoria reichiana, baseada nos estudos e pesquisas de Wilhelm Reich, <em>Cientista Natural</em>, falecido em 1957, pioneiro para o que hoje se denomina de Psicologia Corporal. Está frase, acima, em epígrafe, que abre todos os livros de Reich, nos diz que o Amor é a primeira fonte, e a meu ver, a fonte de todas as fontes. Trabalho e conhecimento são produções humanas que podem ou não expressar amor. Falaremos neste texto, prioritariamente de amor, que além de ser emoção e sentimento está envolvido com nossa produção diária em termos de qualquer trabalho e com o que também produzimos como conhecimento.</p>
<p>Vivemos em sociedades e culturas que tem como sua base econômica preponderante, o capital financeiro/material como um valor extremado que afeta a todos nós pessoas que vivemos nelas. Uma coisa é ter finanças para uma vida digna, e que deveria ser para todos, outra coisa é a necessidade de acúmulo constante e desnecessário de bens materiais, para além do que realmente precisamos.Percebemos, mesmo que subjetivamente, que existe uma discrepância absurda no mundo em termos de distribuição de renda.Nos dias de hoje, mais do que antes, essas sociedades são chamadas de consumistas, lógica que também passou a objetificar seres humanos, isto é, transformá-los em objetos de troca rápida e fácil, de modo que temos também um mercado e uma economia de relacionamentos amorosos e sexuais, dimensões que deveriam estar juntas, unificadas, mas que na sociedade atual, e desde há um bom tempo, forma cindidas. É nesta sociedade, que buscamos pessoas como se estivéssemos em supermercados ou lojas dos shoppings centers.Temos todos que apresentar nossa embalagem, nossa <em>marca e grife</em>. Nos colocamos nas prateleiras para sermos escolhidos, de um modo completamente diferente de tudo o que o ser humano já tinha experimentado em termos de estratégias para sua busca por pessoas para a construção de uma vida amorosa em direção à uma possível conjugalidade. Essa lógica também permeia diferentes casais que já estando vivendo de forma efetiva um relacionamento conjugal, de médio ou longo prazo.A sociedade de consumo já existe há décadas e só foi crescendo nesta direçãode criar em nós a ilusão de que precisamos todos lucrar em todos os sentidos; mas em Reich podemos dizer que é melhor lucrar com <em>todos os sentidos</em>, já que, , <em>somos saudáveis através de nossas percepções sentidas</em>, porque como ele nos demonstrou, nossa racionalidade é sentida e está enraizada na natureza de nossa corporalidade. Esse lucrar que estou criticando, tem aqui essa conotação capitalista. De capital, todos nós precisamos, mas não no sentido de transformá-lo num deus que nos governa e escraviza. Mas é preciso perceber uma questão crucial aqui que Reich percebeu em suas pesquisas: a culpa não é do capitalismo e nem patriarcalismo, mas de todos nós, humanos que transformam o capital e um sistema social em um (falso) deus e o idolatram. O homem individual e coletivamente é o único responsável por destruir e bloquear sua capacidade natural para o amor. Todo <em>ismo</em> é um falso Deus, os homens os criam e depois deslocam sua responsabilidade culpabilizando os próprios sistemas que criou e que mantem, precisam achar um bode expiatório. Não fomos nós que assassinamos Cristo?</p>
<p>Com base na minha própria pessoa e em relações amorosas que já vivi, sinto que é difícil amar a quem se orienta pela lógica capitalista. Muita vez, a vida de casal fica tomada por conquistas materiais, deixando por menos, o investimento sentimental/moral. Eu sempre tive como princípio pessoal, que conquistas materiais e financeiras na vida conjugal seriam muito mais consequência da aliança afetiva-moral, do que o objetivo, mas sei que a dimensão econômica material também está presente nas expectativas dos cônjuges, pois como diz a sabedoria popular, quem casa quer casa.</p>
<p>Pois bem, a meu ver, sem se ter essa consciência, a gente pode se deparar com uma situação em que alguém faz do amor um balcão de negócios. Seu interesse é lucrar nessa perspectiva que estamos criticando. Portanto, defendo a ideia de que poderíamos dar consciência a cada pessoa que deseja viver amorosamente que desenvolva virtudese sabedorias e que veja com zelo com quem vai namorar e com quem vai querer se casar.Cada pessoa tem sua cosmovisão, uma visão de mundo, e pode estar cristalizado nela. Isso é uma observação geral, e não é simplória a meu ver, pois envolve muito autoconhecimento e conhecimento cultural e científico. Portanto, envolve um aprendizado que pode durar muito tempo em nosso percurso de vida, exigindo autoconscientização, pois todos estamos sujeitos a este modo de funcionar, considerando que vivemos nesta sociedade com está ênfase. É claro que também há muita resistência a esta tendência, embora, a meu ver ainda não seja numericamente significativa.</p>
<p>Assim uma pessoa, homem ou mulher, que <em>ama assim</em>, se mostra como um &#8220;Zé Ninguém&#8221; com a &#8220;Peste Emocional&#8221;, bem descrita pela Psicologia Corporal e Política do Cientista Natural Wilhelm Reich, que nos mostrou que tipo de perfil tem um Zé Ninguém. Todos nós, temos algo deste sujeito. E quem não sabe e não quer aprender a amar, só sabe usar o outro, provavelmente, porque já foi usado também, e perpetuamos um círculo vicioso. As vezes fica-se junto por conveniência, mas separado no coração. Desta forma somos negligentes com a vida de enamoramento e conjugalidade, fazemos de nós e do outro objeto, sem ser sujeitos conscientes de nossos desejos e vontades. Costumamoscair num narcisismo que faz com que fiquemossempre centrados em nós mesmos, rodeando em volta da gente mesmo, olhando sem parar nossa imagem refletida no espelho d’água, conforme o mito de Narciso. Não fazemos isso por maldade, já que a principal vítima deste modo de funcionar, somos nós mesmos, individual e coletivamente.</p>
<p>E assim nossa capacidade de amar fica comprometida em termos de sexualidade, pois a sexualidade é a dimensão que estrutura nosso desenvolvimento desde o nascimento, em cada fase da infância em especial.E uma pessoa, com a sexualidade genital bloqueada e reprimida, separada do coração, dificilmente terá capacidade de iniciar e de manter relacionamentos maduros. A chance de infantilizar todas as suas relações e tornando-se cada vez mais impotente diante da vida em geral e do sexo é o que ocorre. Assim e por isso, temos em nós um sujeito egoísta, narcisista, individualista, vivendo só relações de interesses que têm como base o medo e não o amor. Mas como sair desta situação?</p>
<p>Saber amar é saber-se com o outro por puro prazer em liberdade, o que inclui uma dimensão moral de responsabilizar-se pela vida, naturalmente ética, como demonstrava Reich. Prazer, gozo e êxtase, sexualmente falando é coisa divina, e expressa dois em &#8220;uma só carne&#8221;. Isso é um presente da Graça de Deus para nós, feitos à sua imagem e semelhança. Deus para Wilhelm Reich, a meu ver, expressava o <em>mistério</em> da existência da Energia Vital Cósmica, uma energia que está na base de toda a vitalidade humana, para crescer, sentir, pensar e agir saudavelmente.</p>
<p>Repito que toda liberdade pressupõe responsabilidade diante da vida. Por exemplo, são os <em>dez mandamentos</em> bíblicos que garantem nossa liberdade para sentir-pensar-agir virtuosamente em comunhão com o próximo. Sem esse balizamento, não conseguimos viver nossaliberdade e a confundimos com libertinagem. O mesmo vale para a nossa Constituição de 1988.</p>
<p>Como vemos, existem pessoas que &#8220;amam&#8221; como parasitas/sanguessugas. O que fazer se você se perceber assim, ou perceber que seu parceiro se comporta assim? Use a <em>arma da verdade</em> com amor e mostre a ela com todo o carinho e respeito, o como estão &#8220;se amando&#8221;. Isso é um sintoma da &#8220;peste emocional&#8221;, que está revelando inveja, ciúme, orgulho e soberba de nossa parte. E isso é uma pena, como canta George Harrison:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Isn&#8217;t it a pity? / não é uma pena?</em></p>
<p><em>Now, isn&#8217;t it a shame? / não é uma vergonha?</em></p>
<p><em>How we break each other&#8217;s hearts/ como partimos os corações</em></p>
<p><em>And cause each other pain/ e causamos dor uns aos outros</em></p>
<p><em>How we take each other&#8217;s love / como cada um de nós toma o amor do outro</em></p>
<p><em>Without thinking anymore/ sem parar mais para pensar</em></p>
<p><em>Forgetting to give back / se esquecendo de dar em troca</em></p>
<p><em>Isn&#8217;t it a pity? Não é uma pena?</em></p>
<p>Nenhum de nós é perfeito e temos limites em nossa personalidade. Mas estamos em aperfeiçoamento. Até um excesso de generosidade no amor pode ser ruim porque pode revelar uma tentativa de “comprar e dominar” o outro sendo sempre “gentil e bonzinho”. Costuma ser algo inconsciente que virou um jeito característico, ruim de funcionar, mas que pode ser transformado. Muitos casais acabam criando um certo jogo de dependência emocional. Todos somos limitados para amar em função das nossas características de personalidade que são formadas num dado contexto sócio-cultural-educacional, num percurso histórico de nossas vidas, desde nossa tenra infância, e que produz em nós fortes mecanismos psíquicos de defesa, os quais Reich chamou de encouraçamentocrônico.</p>
<p>Para recuperar a capacidade de amar é preciso de autoconhecimento e conhecimento através de processos educacionais, terapêuticos e psicoterapêuticos, pelo menos. Há outros recursos individuais e sociais. Uma vida espiritualizada (que pode incluir ou não uma prática religiosa)também parece ser imprescindível para aprendermos a não bloquear nosso cerne biológico onde vibra a pulsão primária do amor. No <em>self</em>,nosso eu profundo somos amor, e nosso trabalho essencial é evitar tudo que bloqueie a pulsão primária e essencial do amor. Gosto de traduzir amor como nossa capacidade emocional, sentimental e moral de cuidar da vida em seu sentido amplo e irrestrito, e estar presente com atenção de qualidade em tudo que fazemos em nosso dia-a-dia.</p>
<p>Para Wilhelm Reich, a saúde no amor envolve sempre capacidade natural para se expressar, isto é, expressar-se da forma mais autorregulada e espontâneapossível, aprendendo e sabendo lidar com o que a cultura nos dita como normas externas, heterorreguladoras, aquelas que vem do meio sócio cultural, inerentes a toda sociedade humana. Nossa sabedoria de viver pressupõe aprender a viver dialeticamente diante dessebinômio satisfação-insatisfação <em>pulsionais</em>, que é nosso sistema bioenergético de carga-descarga afetiva-emocional, em nosso sistema vivo, psicossomático. Por isso aprender a colocar limites em si mesmo e nos outros requer um aprendizado, o qual Reich mostrou em sua proposta de educação das crianças, na família e na escola, com base na profilaxia das neuroses, através da proteção à nossa capacidade de autorregulação.Somos sempre seres em busca do máximo de prazer, o que é uma inteligência do nosso sistema corporal, que quer sempre estar pleno em sua vitalidade, porém, a vida real é feita também de frustrações, desprazeres, dores, sofrimentos, e tudo isso é também oportuno para se viver um amor de verdade, como Reich também nos mostrou. Porém, só pessoas muito bem autorreguladas são capazes de adiar os prazeres e aceitar lidar com as situações e momentos de frustração e dor, por saberem que mais tarde e à frente poderão se realizar prazerosamente. Quem não consegue aprender a adiar os prazeres, e até mesmo perdê-los, corre o risco de passar a viver de alívios, que geralmente são confundidos com o próprio prazer, mas que não passam de buscas impulsivas e compulsivas de um falso prazer, na verdade alívios sucessivos insatisfatórios, conforme enfatiza a teoria da energia material humana do professor F. Madureira.</p>
<p>Podemos anunciar algumas pistas para que os amantes saibam se avaliar em suas relações amorosas: amantes que riem, sorriem e gargalham juntos, tem muita chance no amor; amantes que choram e sofrem juntos em solidariedade tem mais chance no amor; amantes que conseguem ficar em silêncio juntos sem se sentir incomodados, tem muita chance no amar; amantes que oram juntos tem muita chance no amor, orar como meditação, agradecimento, perdão e redenção. Amor conjugal é questão de pele e mais: liberdade e autonomia para ser quem se é com o outro, sem exigir do outro e de si mesmo coisas que nenhum ser humano pode dar conta ou oferecer. Não fazer do outro <em>um tudo</em> para preencher suas necessidades, pois nenhum ser humano é um Deus. Amor conjugal pede comunhão e criação de projeto de vida, onde cada um diz dos seus desejos, sem fazer disso um ultimato. A travessia conjugal pressupõe disposição para aprender juntos a caminhar no caminho do amor como projeto, que se materializa em curto, médio e longo prazo.</p>
<p><em>&#8220;Se eu me amo, eu te amo.Se eu te amo, eu me amo”.    Rumi</em></p>
<p><em>“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma,</em></p>
<p><em>e de todo o teu entendimento! Esse é o maior e o primeiro mandamento.</em></p>
<p><em>O segundo é semelhante a esse: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” Evangelho de Mateus</em></p>
<p>Existem pessoas que &#8220;amam&#8221; como desertos, encouraçadamente, diria Reich. Madureira (autor dos estudos sobre Energia Material Humana), diz que são pessoas frias que queimam como um gelo seco, fétidas, secas, ásperas e sal amargas: características da Energia Material Humana mortal (que é a energia vital que ficou aprisionada nas blindagens do corpo, da couraça psíquica e somática). Existem pessoas que expressam amor com base nascaracterísticas da Energia Material Humana positiva: calor, perfume, oleosidade e doçura. Se conseguirmos nos manter com essas características positivas seremos capazes de amar, crescer e permanecer no amor mesmo diante das mais inusitadas dificuldades inerentes a todo relacionamento. Nenhum de nós é um <em>tipo puro</em>, em termos de energia; o importante é buscar fazer prevalecer em nós a energia vital positiva e livrar-se da negativa, através de vários meios terapêuticos e educacionais.</p>
<p>Acredito ser este um jeitode amar saudável, um jeito conforme Jesus no demonstrou. Perseverando e renovando as alianças com fé em Deus. Fé para agradecer, louvar e glorificar a Deus por nos ter criado com e para o amor. Só por ele e com ele podemos viver o amor em plenitude através das características do amor, que nos foi apresentado por C.S. Lewis em seu livro Quatro Amores: Afeição-Eros-Filia-Ágape.Afeição, erotismo, amizade e comunhão a dois, numa <em>pulsação</em> de vida e de energia cósmica primordial que nos eterniza como seres criados à imagem e semelhança de Deus. Amar é dar conta de sair de si, abrir mão de si mesmo e servir primeiro o outro, e por mais difícil que isso seja, e de fato é, por mais paradoxal que seja, assim todos seremos servidos, um milagre que Deus nos deu de presente para vivermos a vida em abundância. Eis nossa tarefa e desafio. Pois foi exatamente isto que Jesus fez por todos nós, e ressuscitou para a Vida em abundância!</p>
<p>Bibliografia:</p>
<ol>
<li>lowen, aLEXANDER. A espiritualidade do corpo: Bioenergética para a beleza e a harmonia. são PAULO, CULTRIX, 1995.</li>
<li>MADUREIRA, G.F. Racionalidade da Sabedoria Popular, energia material humana e sexualidade. Belo Horizonte, Mazza, 2007.</li>
<li>MADUREIRA, G.F. Prazer ou alívio: o X dos sete pecados. (no prelo)</li>
<li>REICH, Wilhelm. A função do orgasmo. São Paulo. Brasiliense, 1993.</li>
<li>REICH, Wilhelm. Escuta Zé Ninguém. São Paulo. Martins Fontes, 2000.</li>
<li>REICH, Wilhelm. O assassinato de Cristo. São Paulo. Martins Fones, 1995.</li>
<li>REICH, WILHELM. O ÉTER, DEUS E O DIÁBO. são PAULO. MARTINS FONES, 2003.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leonardo José Jeber</p>
<p>Professor de Educação Física do Centro Pedagógico-UFMG.<br />
Estudioso da Teoria da Psicologia Corporal e Política de Wilhelm Reich na Educação. Terapeuta em Análise Bioenergética.<br />
Titular da Diretoria Administrativa e Financeira da Ong Ser em Si</p>
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			</item>
		<item>
		<title>44 &#8211; Espírito de violência e sua origem</title>
		<link>https://www.seremsi.org.br/vida-conjugal-relacionamento-na-direcao-do-amor-como-pulsacao-cosmica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[guardasite]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2020 13:44:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia Popular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O espírito de violência não é inerente à natureza humana e, sim, uma construção histórica. Como tal, pode ser enfretado e superado coletiva e individualmente</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O espírito de violência não é inerente à natureza humana e, sim, uma construção histórica. Como tal, pode ser enfretado e superado coletiva e individualmente</p>
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		<title>43 &#8211; Os mortos e a Energia Material Humana</title>
		<link>https://www.seremsi.org.br/43-espirito-de-violencia-e-sua-origem/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[guardasite]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2020 13:43:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia Popular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É através da Energia Material Humana que a gente se liga com outros níveis de vida</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É através da Energia Material Humana que a gente se liga com outros níveis de vida</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>42 &#8211; COVID-19 e Energia Material Humana</title>
		<link>https://www.seremsi.org.br/42-covid-19-e-energia-material-humana/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[guardasite]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2020 13:41:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia Popular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Só é possível a conversão de um corrupto através da vivência de alguma catástrofe</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chegada a plenitude dos tempos, o Pai enviou o seu Filho para redimir o mundo</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que é a plenitude dos tempos?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A História humana toma novo rumo com o pecado original. É aí que o ser humano começa a reprimir o modelo natural de sexualidade da fusão genital, fonte da energia material humana vital/positiva,  e inaugura o modelo sexual da fissão genital, iniciando o processo de produção/reprodução da energia material humana mortal/negativa. Esse processo foi progressiva e paulatinamente num crescendo de vivência até chegar ao ponto em que  pode ser teorizado, reduzindo a matéria à sua dimensão de massa. Está aqui a tal plenitude dos tempos: o Homem podendo ser senhor da História mesmo que em agressão à sua própria natureza e à natureza ambiente. Pior ainda, com essa teorização torna-se possível a expansão dessa vivência de forma exponencial e universal, pondo em risco a sobrevivência da própria espécie.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por isso faz-se necessária uma nova intervenção divina e, agora, de uma maneira radical e inédita. É o próprio Deus que se faz homem para interferir na História, redirecionando-a à sua finalidade primitiva: “criemos o homem à nossa imagem e semelhança.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cristo produziu os Evangelhos que nos apontam essa direção. Mas o movimento que Ele começou foi sendo aos poucos contaminado pela teoria que reduziu a matéria a apenas a dimensão da massa, negando a dimensão do espírito que Ele veio recuperar na nossa história. É só olharmos para a História e nos lembrarmos do celibato sacerdotal, das cruzadas, da inquisição, da colonização das Américas, bem como da escravização dos negros e dos índios.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Óbvio que após sua intervenção radical, Deus não mais interferirá diretamente. Cabe ao ser humano seguir os evangelhos e mudar seu próprio rumo. Por causa disso ele vai criando seus próprios venenos: as várias pestes já ocorridas bem como doenças cada vez mais mortais, tal  como a aids, que tem a ver ao mesmo tempo com os dois instintos básicos da humanidade: o da sobrevivência, sistema imunológico, e o da preservação da espécie, vivência sexual.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outro sinal, concreto e inquestionável, de como estamos nos envenenando sistematicamente através da produção/reprodução da energia material humana mortal/negativa é o processo cada vez mais acelerado de decomposição dos cadáveres humanos. Se formos a algum cemitério de índio encontraremos ossos de quem já morreu há centenas de anos. Hoje, nas sepulturas de nossos cemitérios, com poucos anos já não se encontra nem sinal de que ali foi enterrado alguém. Não são mais os micróbios da terra que nos devoram, é a nossa própria energia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Talvez o pior de todos os venenos é vivenciarmos uma cultura que nos faz confundir prazer com alívio. O que temos chamado de prazer não passa de alívio, que são as descargas da energia material humana mortal/negativa, que nos dão uma momentânea e passageira sensação de bem estar. Até o pecado pode fazer isso. Mas prazer é muito mais que isso. Prazer é o fruir do fluir da energia material humana vital/positiva, produzida por nossas relações,  que nos dá uma sensação de satisfação e até de gozo. E isso só acontece quando estamos numa situação de bem estar e harmonia, vivenciando as virtudes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estamos agora diante de um novo veneno, a COVID-19. É a depuração da espécie e uma sacudidela geral e universal para que retomemos o rumo do reinado do espírito e do nosso crescimento espiritual. E só o faremos de fato se recuperarmos a dimensão da energia em nossa relação com a matéria, reintroduzindo na nossa visão de mundo o conceito de energia material humana, que foi sempre o principal alicerce da Sabedoria Popular.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Preparemo-nos, porque a COVID-19 não é ainda o último aviso. Outros virão e cada vez piores. Afinal, ninguém se considera mais pecador, pois o pecado só é compreensível à luz da dimensão energética. E como passamos a desconsiderá-la, tornamo-nos todos corruptos. Passamos a agredir a nossa própria natureza inconscientemente ao produzirmos/reproduzirmos a energia material humana mortal/negativa. Deixamos, pois, de nos vermos pecadores para nos tornarmos corruptos. E para o corrupto só pode haver conversão diante da vivência de alguma catástrofe individual e/ou coletiva</p>
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		<title>41 &#8211; Teologia e Sabedoria Popular</title>
		<link>https://www.seremsi.org.br/41-teologia-e-sabedoria-popular/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[guardasite]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2020 13:40:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia Popular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Enquanto o Cristianismo dialogou com a Sabedoria Popular ele viveu em processo de expansão</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center">Por uma teologia da Sabedoria Popular</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A evolução humana é determinada pela superação do cio biológico que se caracteriza pela fusão genital, mas é periódico, (já que o desejo da fêmea se expressa por ciclos e desaparece na gravidez), na busca do cio psicobiofísico, que também se caracteriza pela<strong> fusão genital</strong>,  podendo ser permanente, pois é determinado pela psiqué dos parceiros.</p>
<p>Esse processo se inicia com o <strong>chamado pecado original.</strong> Daí ser ele o X da questão humana, porque a partir dele o ser humano se afasta cada vez mais do modelo sexual de fusão genital, criando e vivenciando cada vez mais o modelo sexual de f<strong>issão genital.</strong></p>
<p>Nessa busca, o ser humano se debate entre duas lógicas: uma de respeito e outra de agressão à sua própria natureza. <strong>Respeitando-a </strong>(fusão genital<strong>)</strong>, ele produz/reproduz energia material humana vital/positiva (<strong>EMH+)</strong>. <strong>Agredindo-a (</strong>fissão genital<strong>)</strong>, passa a produzir/reproduzir a energia material humana mortal/negativa (<strong>EMH-)</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essa energia material humana mortal/negativa é a expressão concreta do que a teologia chama de mancha do pecado original. E é essa energia não debelada e, geralmente cultivada (nossa cultura), que é a matéria prima de todos os males e incapacitações do indivíduo, fazendo com que suas vontades geralmente não expressem seus desejos e, frequentemente, expressem exatamente o contrário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como o saber dominante evoluiu no sentido de negar a dimensão de energia na matéria, não temos aprendido a nos livrar das cargas de EMH-, passando a cultivá-las. Com isso, cada vez menos estamos aptos a sermos sujeitos/objetos de prazer.  Passamos então a considerar prazer aquilo que na sabedoria popular é apenas <strong>alívio</strong>: uma descarga de energia material humana mortal/negativa que nos dá uma sensação de bem estar momentâneo e passageiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O pecado</strong>, mesmo agredindo a natureza, propicia essas descargas e por isso tem sido considerado pela maioria como fonte de prazer. Na realidade, ele não passa de fonte de alívio e de mais energia material humana mortal/negativa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A lógica da <strong>Sabedoria Popular</strong> sempre considerou a dimensão de energia na sua visão de mundo. Por isso, sempre buscou uma relação de respeito com a natureza, criando meios de se desfazer da energia material humana mortal/negativa (<em>alívio</em>) para cultivar a energia material humana vital/positiva (<em>prazer/virtude</em>), fruindo o fluir dessa energia produzida pelas relações. Talvez, por isso, tenha sido historicamente a grande interlocutora do Cristianismo, a quem proporcionou, na prática, expansão e consolidação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É, pois, chegada a hora da filosofia dessa Sabedoria ser também escutada pela Teologia, para iniciarmos uma nova etapa em nossa era cristã: a busca de uma nova inocência original.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>40 &#8211; Casamento de Freud com Marx</title>
		<link>https://www.seremsi.org.br/40-casamento-de-freud-com-marx/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[guardasite]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2020 16:14:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia Popular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os limites de ambos em alcançar a verdade foi, de alguma forma, não ultrapassarem a lógica formal</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="center">CASAMENTO DE FREUD COM MARX</p>
<p align="center"><em>                                          G. Fábio Madureira</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O meu primeiro contato com a teoria como instrumento de explicação do mundo foi a teoria religiosa (católica). Não me satisfez porque todo fenômeno real para o qual ela não tinha solução, entre os dados objetivos, ela apelava para uma outra vida. E além do mais, ao nível teórico, achava-a bastante dialética, mas a sua prática era predominantemente formal.</p>
<p>Nego a religião e abraço a ciência positivista, na expectativa de encontrar respostas para minhas questões. Reencontro a mesma contradição, e por incrível que pareça, numa dimensão mais aguçada (texto da França). Sua prática é de desconhecer o fato objetivo inexplicável pelos seus conhecidos instrumentos, não se questionando jamais a capacidade de observação desses mesmos instrumentos. Sua postura diante da teoria então prevalente é de transformá-la em doutrina, recriando, a nível da realidade objetiva, um mundo povoado de mitos, santos e papas, orquestrados pela negação lógica da existência de deus. Sua estrutura teórica é, pois, predominantemente formal e sua prática, mais religiosa e ritualista que o catolicismo, pois com ela seus mitos não falam em nome de um deus e sim como deus. Assim existe a possibilidade concreta de se falar diretamente com deus e ser, em vida, por ele eternamente condenado por algum pecado mortal (questionamento de sua “teoria” ou doutrina), ou abençoado pela virtude suprema (acreditar cegamente).</p>
<p>Com um certo receio de não conseguir compreender, começo a fazer algumas incur<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:32">sõe</ins>s pelo materialismo histórico, até me deparar frente a frente com Marx em O Capital. A primeira reação foi de desmistificação. Ele não tem nada de difícil no seu aspecto teórico – filosófico. A segunda, de um certo deslumbramento: de fato ele conseguia responder teoricamente a um tanto de questões que borbulhavam em mim. A terceira, de uma postura crítica: havia momentos em que, por não senti-lo coerente, sua análise me confundia. O João Bernardo, de uma maneira clara e cristalina, chega e mostra a contradição básica de Marx: ao analisar a realidade ele se utiliza do método dialético mas não consegue se desfazer, de todo e em tudo, da dimensão da lógica formal.</p>
<p>Entrementes, a minha relação com meu corpo e com o mundo entra num processo de degradação tal que, contra toda a minha convicção de “materialista histórico”, sou forçado a me submeter ao burguês processo analítico. Num primeiro momento, ele aguça de tal maneira o processo de degradação de minha vida que tenho a sensação de ter chegado, em um determinado instante, a apenas 5% de minha potencialidade (racional, emocional e biológica). Quando chego aí, talvez por necessidade de sobrevivência, começo a costurar religião com ciência positivista com marxismo com psicanálise com parapsicologia com filosofia oriental com sabedoria popular. Isso me conduz a um resultado que me proporciona condições de começar a explicar minha própria verdade e ir recobrando, paulatinamente, a minha capacidade de viver (comer, dormir, andar, raciocinar, relacionar-me com o outro).</p>
<p>Nesse ponto, começo a me sentir capaz de encarar a psicanálise de frente. E consciente do seu papel positivo no meu processo, dou-me o direito de questionar os seus limites teóricos e práticos, já que ela, por si, não era mais alavanca no avanço sobre mim mesmo. Descubro, então, que seu limite essencial é a mesma contradição que encontrei nas demais teorias: lógica formal X lógica dialética. Não se pode negar que o processo psicanalítico tem como base o método dialético. Entretanto, por contingências históricas, Freud não ultrapassou sua conjuntura (capitalismo, burguesia, urbanismo), não ultrapassando, portanto, a realidade que tem por base material de sustentação e reprodução a lógica formal. Seu método consegue dissecar a realidade formalmente conformada pelas condições hegemônicas da história, mas não tem fôlego teórico suficiente para dissecar aspectos da realidade dialeticamente estruturados.</p>
<p>Reich tentou, por causa de sua prática política (a psicanálise não a explicava) e por causa de sua prática psicológica (o materialismo histórico não a esgotava), elaborar uma teoria síntese desses dois campos teóricos. Entretanto, também pela sua prática, seu método se assentou na lógica formal, na ciência positivista: chegou a<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:35">o</ins> cúmulo de investigar em laboratório uma medida da felicidade humana: o orgone. Como se vê, seu método foi o quantitativo, seu alvo o produto. Seu objeto de análise, o orgasmo. Mais formal não poderia ter sido.</p>
<p>Acredito que podemos, hoje, recuperar todas essas contribuições teóricas numa outra dimensão tendo como base a antevisão de Reich, mudando entretanto o objeto de análise (orgasmo) e o método (formal). Há que se analisar dialeticamente o processo que gera o orgasmo como meio de produção da vida. Aí sim, realizar-se-á materialmente o sonho louco de Reich: o casamento de Freud com Marx.</p>
<p>29/10/87</p>
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			</item>
		<item>
		<title>39 &#8211; Lógica formal x lógica dialética</title>
		<link>https://www.seremsi.org.br/39-logica-formal-x-logica-dialetica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[guardasite]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2020 16:13:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia Popular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O amor verdadeiro só é possível em uma mente forjada pela lógica dialética</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="center">LÓGICA FORMAL X LÓGICA DIALÉTICA</p>
<p align="center"><em>                                           <ins cite="mailto:user" datetime="2019-09-25T11:26">G. Fábio Madureira</ins> </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A relação do indivíduo com o mundo – a natureza, os outros indivíduos e a sua própria natureza – se faz mediante uma estrutura racional gerada por es<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:37">s</ins>a mesma relação e que a ela determina. Em outras palavras, a relação do indivíduo com o mundo – interno e externo<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:37"> &#8211;</ins> é determinada por uma lógica gerada por es<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:38">s</ins>a mesma relação e que a ela mesma determina<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:38">.</ins> <ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:38">E</ins>m resumo, até o presente momento o homem lida com duas estruturas lógicas: a formal e a dialética. Seria interessante que nos perguntássemos que bases materiais e históricas fazem prevalecer uma sobre a outra. Melhor seria ainda se pudéssemos distinguir em que bases<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:39"> materias</ins> cada uma nasce e se desenvolve.</p>
<p>Sem pretender esgotar sua definição, é importante que, num primeiro momento, distingamos uma da outra, situando-se e caracterizando-as.</p>
<p>Na história da humanidade, a lógica formal é temporalmente marcada, remontando a sua primeira sistematização teórica à Grécia antiga. Aí também já se tem o início de sistematização da lógica dialética, mas a continuidade de sua evolução só é retomada no final do século XIX e início do século XX. E ao lermos toda a prática teórica da humanidade vemos que a que tem prevalecido é a lógica formal.</p>
<p>Es<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:40">s</ins>a se caracteriza pela busca de modelos para explicação da realidade que, para ser conhecida, deve ser dissecada, dando-se uma definição para cada um de seus elementos que, classificados, passarão a ocupar aquela posição, exercendo um tal papel.</p>
<p>A outra, a lógica dialética, tem tudo isso mas, como o seu alvo é a relação entre os elementos e seu princípio básico é a mudança – qualquer alteração de ou no elemento muda a relação que por sua vez muda o elemento primitivo – as classificações, definições e modelos não passam de um meio para se aproximar do todo.</p>
<p>Em resumo, na lógica formal o que se busca é o produto por meios quantitativos, e a própria qualidade é mensurada quantitativamente. Já na dialética, o que importa é o como as coisas acontecem e o método é o qualitativo cujas medidas estão sempre mudando num acúmulo progressivo.</p>
<p>É interessante se observar que o conhecimento teórico acumulado e “intelectualmente” reconhecido está predominantemente assentado na estrutura da lógica formal, sendo historicamente o seu guardião a classe exploradora dos modos de produção conhecidos. E por ser da classe exploradora, es<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:41">s</ins>e conhecimento teria que ser necessariamente conservador. Entretanto, não se pode negar que o homem tem avançado historicamente. Es<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:41">s</ins>e paradoxo seria explicável pela tese de que a classe exploradora não gera conhecimento, apenas o expropria da explorada que, por querer mudanças, mantém uma relação dialética com a realidade? Mas se <ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:43">classe explorada </ins>se relaciona dialeticamente com a realidade, e a lógica dialética é superior à formal, ela não poderia estar sendo explorada por quem conhece menos a realidade.</p>
<p>Para mim, a resposta a es<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:43">s</ins>a questão está no fato de que o explorado, apesar de sua prática dialética, ainda não teve condições de atingir a racionalidade dialética porque desconhece as bases materiais que dão origem à sua lógica. Quando ele as conhecer e reconhecer, ele terá condições de destruir a estrutura da lógica formal e as suas bases materiais.</p>
<p>O que audaciosamente pretendo é investigar es<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:44">s</ins>as bases. A título de elucidação, eis algumas reflexões a respeito.</p>
<p>É ponto pacífico hoje o caráter evolutivo do ser humano. Que um dia foi apenas &#8220;animal&#8221; também é algo insofismável. Como e quando ele adquire um certo grau de racionalidade é algo um tanto desconhecido. E eu acho que as coisas estão por aí.</p>
<p>Enquanto &#8220;animal&#8221; ele se submetia totalmente às regras da natureza interior (instintos) e exterior. Se a natureza o alimentava, ele se produzia enquanto indivíduo e se reproduzia enquanto raça. Se não, ele não sobrevivia. E ao produzir a vida (reprodução da raça) ele também era um cego obediente da natureza – o macho só se exercitava no cio da fêmea.</p>
<p>Na medida em que ele foi encontrando saídas para driblar a natureza exterior (cavernas, vida nômade, pastor de rebanhos) ele se sente em condições de desafiar sua própria natureza &#8220;animal&#8221; e começa a se relacionar com a fêmea fora de seu cio. Pelo que parece, enquanto a relação macho/fêmea era determinada pelo cio desta, teríamos o matriarcado descrito por Engels. Na medida em que o macho, enquanto guardião dos rebanhos, quer deixar herança e para tanto tem que saber qual é sua cria, passamos a ter a monogamia. Acredito que deve ser por aí que a relação sexual deixa de ser pautada pelo cio feminino. (Adão e Eva).</p>
<p>E ao infringir es<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:45">s</ins>a lei da natureza ele nega sua condição &#8220;animal&#8221; e adquire a dimensão da racionalidade. Não é mais a natureza que lhe diz quando fazer a vida, el<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2007-05-17T21:55">e</ins> a faz quando quer.</p>
<p>Ao negar sua condição &#8220;animal&#8221; e adquirir a dimensão da racionalidade, ele inicia o processo de construção da estrutura da lógica formal, pois o que importa não é mais a relação entre duas potências, mas sim o produto da relação que passa a existir: a vida. E para que es<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:46">s</ins>a vida seja construída, é necessário que se desconheça a potência de um dos elementos, o único materialmente possível de ser desconhecido naquele momento, a fêmea. Já não há mais uma relação de potência, e sim de poder, culminando no seu extremo lógico: para que um possa é preciso que o outro não possa.</p>
<p>Es<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:46">s</ins>a nova relação permite ao macho desenvolver uma estrutura de pensamento e de emoção próprios<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:46">,</ins> cuja evolução é facilmente detectável na história da humanidade. E o seu contrario é também facilmente detectável no papel da mulher e dos explorados desta história. Es<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:47">s</ins>a <ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:47">mesma </ins>relação é a primeira em grandeza no rol das condições materiais que explicam a estrutura da exploração. Afinal, é uma relação a dois em que apenas um tem o direito ao prazer e a iniciativa de poder gerar uma continuidade de sua vida. Não mais importa o como se faz, o importante é o que se faz. É aí que se inicia o processo de se preservar a natureza (a raça, instinto) agredindo-se a própria natureza (a sobrevivência – autodestruição da fêmea e do próprio macho).</p>
<p>Já a base material da lógica dialética é a relação entre potências. Quando duas potências se relacionam o que importa é o como, é a própria relação; o produto – vida – vem como conseqüência. A medida não é mais a quantidade e sim a qualidade que não é passível de comparação. Para que uma exista é necessário que a outra exista. E uma cresce em função da outra. E a medida não é individual e sim coletiva. E a relação não é de concorrência, e sim de solidariedade.</p>
<p>Est<ins cite="mailto:user" datetime="2019-09-25T10:47">a</ins> era a relação do homem quanto apenas &#8220;animal&#8221;. Mas as condições materiais adversas destruíram es<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:48">s</ins>a base <ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:48">material </ins>e criaram o homem racional. Es<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:49">s</ins>e teve que agredir duplamente a natureza – a sua e a exterior – para desenvolver sua racionalidade criando as condições materiais mais favoráveis. Tudo indica que, com as condições que já criou, ele já tenha começado a negar dialeticamente o pensamento lógico e esteja caminhando para o pensamento dialético. E para isso é preciso que ele recupere, ao criar a vida, a relação entre potência<ins cite="mailto:F%C3%A1bio%20Madureira" datetime="2006-03-12T20:49">s</ins>, negando dialeticamente sua condição &#8220;animal&#8221; e atingindo sua verdadeira dimensão humana: animal racional. Não será mais o cio biologicamente subjugante da fêmea, mas o cio humanamente dominado pela fêmea, física e emocionalmente mensuráveis por ela e pelo parceiro macho cuja potência volta a se exercitar na relação e não apesar dela.</p>
<p>Na medida em que o homem for evoluindo na construção do pensamento dialético, ele estará destruindo a estrutura do pensamento lógico que dá suporte material a toda estrutura da exploração que, a nível do indivíduo é auto-destrutiva e destruidora a nível do coletivo.</p>
<p>1987</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>38 &#8211; Ciência e Romantismo</title>
		<link>https://www.seremsi.org.br/38-ciencia-e-romantismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[guardasite]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2020 16:12:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia Popular]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://seremsi.web70105.uni5.net/?page_id=398</guid>

					<description><![CDATA[<p>A ausência do "eu" no atual modelo científico é uma forma de mitificar o autor</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="center">Ciência e Romantismo</p>
<p align="center"><em>                                                                  G. Fábio Madureira</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Qual o significado da ausência do “eu” na ciência ocidental? Principalmente nas chamadas ciências humanas? Também, antes do Romantismo, a presença “eu” era condenada na literatura. Aí do inspirado que se metesse a infringir esta regra! Ou nunca seria autor com obras publicadas. Ou ia para os tribunais literários da inquisição onde a sentença já estava pré-proclamada: “Morte ao réu!”</p>
<p>Existem várias explicações das causas e conseqüências deste fenômeno na literatura. E o que explicaria este idêntico fenômeno na atual ciência ocidental?</p>
<p>Como que num meio de culto ao individualismo pode haver uma ciência que escape a esta cultuação?</p>
<p>O culto do “eu”, do indivíduo, que tomou impulso com o romantismo literário, cujas bases imediatas se assentam na Revolução Francesca, não se estaria fazendo presente na atual ciência ocidental pela sua própria ausência formal?! Isto é, a tal “impessoalidade” ou “objetividade cientifica” não estaria colocando em evidência a pessoa do “cientista”? O método mais fácil para mitificar um fenômeno é esconder-lhe as causas. Para que um médico seja cultuado como um “enviado dos céus”, basta que ele, não se identificando como médico, faça algumas curas. “To be or not to be”, eis a questão mais bem posta. O não também diz. E como diz! Com a palavra a experiência de cada um.</p>
<p>Pessoal e modestamente, eu acho muito interessante este problema de Ciência e Romantismo. Ensinam-nos em ciências humanas que:</p>
<p>1- Cientificamente o homem é resultado do meio ambiente X hereditariedade.</p>
<p>2 – Para que uma análise de uma realidade dada seja considerada científica faz-se mister levar em conta as variáveis que interferem nesta análise.</p>
<p>Mas, e as variáveis de tais analistas, de tais cientistas?! Normalmente, não as vemos explícitas. Ou será que o cientista foge à regra <u>1</u>? Pelo que me consta, a lei <u>1</u> não tem exceções. Logo, ou ela está errada, ou os tais cientistas estão procedendo cientificamente errado. E entre acreditar nestes “cientistas” ou na ciência, eu fico com a última, pois ela está do lado do homem; é dele (pertence), tem sua origem nele e é para ele.</p>
<p>O que significa então esta atitude não-científica de tais “cientistas”? Qual a sua explicação histórica?</p>
<p>É muito fácil analisar, explicar e criticar os outros “cientificamente”. Para isso temos os métodos mais aperfeiçoados, as técnicas mais requintadas, as máquinas mais encantadoras, &#8230; e os outros à vontade. O que, talvez, não seja muito fácil é se analisar, se explicar e se criticar a si mesmo cientificamente. “Vós sois capazes de ver um cisco no olho do vosso próximo, mas não perceberdes a trave do vosso”. (Cristo) “Médico, cura-te a te mesmo”. (Povo)</p>
<p>Isso significa questionar-se. Ver, talvez, coisas que não gostaríamos de ver. Isso nos leva a mudanças. E “tá tão bom deste jeito! Somos tão seguros! Temos tanta tranqüilidade! É tão bom trabalhar cientificamente! Para a ciência não contam os juízos de valores. E além do mais, existem tantos outros dando sopa por aí!&#8230;</p>
<p>&#8211; “Por isso, meu filho, seu trabalho até que é interessante. Enfoca problemas importantes, atuais, levando em conta novos dados. Mas&#8230; é uma pena! Está muito pessoal, muito acientífico! Você tem que tentar ser o mais impessoal possível. Eu noto que o que lhe falta é um maior domínio dos métodos, das técnicas e da linguagem cientifica. Deixa estar que você vai aprender rápido! Não se desanime! Ciência é um aprendizado não muito fácil. Mas vá em frente, meu filho! Você promete&#8230;</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>&#8211; Mas, professor&#8230;</p>
<p>&#8211; “Não, meu filho. Tem uma coisa que você tem que entender. Quanto mais um objetivo é audacioso. Quanto mais o assunto é motivante. Mais difícil se torna o trabalho cientifico. Às vezes mesmo quase impossível. No seu caso, por exemplo, nós o aconselhamos a restringir mais seus objetivos e, conseqüentemente, o campo de análise.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>&#8211; E assim, deste jeito, agora&#8230;</p>
<p>&#8211; “Não, meu filho. Tente entender. O bonito não conta para a ciência”.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>&#8211; “Aí. Assim. Agora você tem que determinar a sua hipótese de base”.</p>
<p>&#8211; Mas eu já lhe falei, professor. Minha hipótese de base é que não existe cultura melhor do que outra&#8230;</p>
<p>&#8211; “Oh! Meu filho. Mas isso nunca foi hipótese de base cientificamente falando. Isso não passa de um juízo de valor. E para que um trabalho seja científico, nele não pode interferir juízos de valor.</p>
<p>&#8211; &#8230;!!!???&#8230;!!!???&#8230;!!!???&#8230;!!!???&#8230;</p>
<p>&#8211; “Agora sim! Agora está melhor! Só que a primeira parte não nos interessa. Enquanto cientista não nos interessa saber nem da sua  vida nem da sua história. Como cientista que você quer ser, sua história não conta. Para que a gente possa se tornar amigo pode ser até bom. Mas para a ciência isto não quer dizer nada. É pura literatura! Poderíamos dizer que seria um novo estilo de época: uma linguagem científica na literatura. É até uma boa idéia, um bom achado! Mas&#8230; do ponto de vista científico&#8230; Ah! Escute. Quanto à segunda parte, você tem que dar mais uma esmerilada nela para que fique mais impessoal ainda. Você já está sentindo? De fato não está tão audacioso como antes. Mas esta ficando um trabalho de alto teor científico!”</p>
<p>E na defesa de tese eu tirei todos os 10 com os louvores. Mas, hoje, relendo a minha tese, o único exercício que faço é de leitura, de treino da paciência (pessoalmente acho mais agradável e eficaz jogar o jogo da paciência) e de convivência com os métodos e técnicas “científicos”. Sua única utilidade útil para mim ainda é o “Martyrum lo??jum romanum” do final: uma bibliografia das mais ousadas e respeitadas.</p>
<p>Por isso, meu caro mestre, acho muito interessante a idéia que o senhor me deu de criar um novo estilo literário: uma literatura com linguagem científica. Mas, meu bom mestre, não ouso tomar a iniciativa. Pelo que sei e pelo que não sei, esta mistura não daria certo. Não teríamos mais literatura. E para mim, desde que tenhamos uma atitude cientifica diante do universo (físico, biológico, social, psicológico etc e tal), já estamos no campo da ciência. Por isso, meu sábio mestre, humildemente eu lhe sugiro, como literato ou cientista, não me importa:</p>
<p>Inicie o movimento romântico dentro da ciência. Se o “eu” é digno de culto. (E os românticos acreditavam <u>abertamente</u> nisso). Se a ciência está à procura da verdade. Por que não passar a fazer parte da ciência, de uma maneira explicita e honesta, o “eu” em toda a sua dimensão científica e humana? Por que não tentar entender cientificamente o seu papel dentro da ciência? E quem melhor do que eu pode entender o meu eu? Só que a conclusão não é das mais auspiciosas quem tem tantos outros à sua disposição.</p>
<p>Inicie, pois, meu caro professor, este movimento dentro da ciência. Quem sabe um movimento romântico dentro da ciência não a levaria a uma real desromantização?</p>
<p>Meu bom mestre, não é difícil para um “cientista” questionar todo um passado de 40 anos dentro da ciência. Talvez o que atrapalha é constatar que só aí ele começa de fato a ser cientista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Paris, 29/01/1975</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>37 &#8211; Tecnologia e sabedoria</title>
		<link>https://www.seremsi.org.br/37-tecnologia-e-sabedoria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[guardasite]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2020 16:11:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia Popular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se a tecnologia é uma extensão do próprio homem, ele tem agredido a natureza ambiente porque tem se agredido primeiro.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Tecnologia e Sabedoria Popular</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>                                                                                  </strong>G. Fábio Madureira</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ensinam os clássicos da economia que a tecnologia é uma extensão do próprio homem. E o exemplo histórico é o do bastão. Com esse, seguro em minhas mãos, multiplico minha força por algumas vezes. Já sabia disso o homem das cavernas, não só para se defender de inimigos como também para prover sua subsistência. Basta que nos lembremos do tacape, da alavanca, do martelo, da foice, da enxada, etc.</p>
<p>Se o bastão é extensão do homem que dele se serve, também o computador o é.</p>
<p>Assim como a própria robótica. O que nos põe muito para pensar. Por que, diante desses avanços da tecnologia, nos sentimos, por vezes, tão impotentes e, até, medíocres?</p>
<p>Acho que a resposta está no nosso próprio processo de evolução tecnológica.</p>
<p>Estamos vivendo um momento de perplexidade e, até mesmo, de pânico. A mesma ciência que criou e sustentou esse processo de evolução está a nos afirmar que, se não mudarmos de paradigma, corremos o risco (existem divergências apenas quanto ao tempo) de tornar nosso planeta inabitável para o ser humano. É o efeito estufa! É o derretimento das calotas polares, com conseqüente inundação de várias faixas de terra costeira! É a falta de água potável! É o aumento de temperatura ainda incalculável! São epidemias novas cada vez mais próximas umas das outras!</p>
<p>A urgência de mudança se mostra cada vez mais atual. Autoridades e instituições, que jamais levaram essa questão a sério, começam a mudar de posição. E uma lição parece emergir desse processo: a mudança tem que ser geral, atingindo a todos e a cada um. Com mudança de postura, de comportamentos e de hábitos.</p>
<p>Concordo com tudo isso. Só ainda não li nem ouvi falar da maior lição que deveríamos estar tirando de tudo isso.</p>
<p>Que nós, seres humanos, também somos natureza, ninguém nega. O que pode gerar um pouco de polêmica é o coeficiente de natureza ou de história que carregamos. Ora, se a tecnologia é uma extensão do próprio homem, e a que temos desenvolvido é de agressão à natureza ambiente, é porque nossa evolução tem sido no sentido de agressão à nossa própria natureza humana. E se assim é, está aqui a causa de todos os nossos males individuais, sociais e, também, ambientais: não sabemos lidar com a nossa própria natureza humana e, por isso, a estamos agredindo diuturna e sistematicamente e, por via de consequencia, desrespeitando e agredindo a natureza ambiente.</p>
<p>Essa, no meu entender, é a maior das lições que deveríamos estar tirando de tudo o que está acontecendo. No momento em que essa lição se entranhar na consciência coletiva, estou convicto de que tudo mudará. O ser humano buscará ter uma relação harmoniosa com sua própria natureza, potencializando-a, e passará a interagir respeitosamente com o meio ambiente.</p>
<p>Esse sempre foi o principal traço de racionalidade da Sabedoria Popular! Isso porque ela jamais desconsiderou a dimensão de energia na matéria. Pelo contrário, sempre a considerou tendo-a como determinante. Ou por outra, para a Saberoria Popular, a realidade material vai além do que seja visível, mensurável, palpável e ponderável. E o ser humano, como parte da realidade material, também é produtor/reprodutor de energia: a energia material humana que, por ser ambivalente, pode ser vital/positiva ou mortal/negativa.</p>
<p>A vital/positiva é calorosa, perfumosa, oleosa e doce, resultado de uma relação harmoniosa com nossa natureza ao vivenciarmos o modelo de<strong> fusão genital</strong>  e, por isso, fazendo-nos saudáveis e amorosos. Já a mortal/negativa é frígida, fétida, seca e salamarga, resultado de uma relação agressiva com a nossa natureza ao vivenciarmos o modelo de<strong> fissão genital</strong>, e, por isso, produzindo/reproduzindo essa energia que é matéria prima de todos os nossos males individuais e coletivos, e de uma postura de desrespeito e agressão à natureza ambiente.</p>
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