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	<title>Marcelo Bayeux, Author at SER em SI</title>
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		<title>Superação do cio biológico: A história humana (individual e coletiva) é determinada pela superação do cio biológico da fêmea em busca do cio psicobiofísico.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Bayeux]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2020 14:53:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Letreiro]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: center;">Energia Material Humana</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p>A História humana é determinada pela superação do <strong>cio biológico</strong> (matriarcado) na busca do <strong>cio psicobiofísico </strong>(racionalidade mágica). Nesse processo a energia humana vai se alterando em função de uma maior ou menor fidelidade do ser humano às leis de sua própria natureza.</p>
<p><strong>Energia Material Humana</strong> (EMH)é aquela que se relaciona com a <strong>massa </strong>na formação da <strong>matéria </strong>constitutiva do ser humano ou seja, a energia que está contida na nossa matéria sendo, portanto, concreta e perceptível,  já que ela é parte integrante e constitutiva dos nossos tecidos, numa relação constante com a sua outra dimensão, a massa.</p>
<p>• A <strong>Energia Material Humana</strong> é a matéria prima para todas as áreas de atuação do indivíduo: motora, perceptiva, cognitiva, intelectiva, afetiva e espiritual.</p>
<p>• Como todo sistema natural, a natureza humana se rege por leis próprias.</p>
<p>• O desejo é a expressão desse sistema natural em harmonia, como resposta aos instintos básicos de sobrevivência e preservação da espécie.</p>
<p>• Por ser material, esse sistema tem seu equilíbrio dado pelo grau de correlação entre massa e energia.</p>
<p>• A <strong>Energia Material Humana</strong> <u>original ou primitiva</u> é <strong>sempre vital/positiva</strong> e suas características físico-químicas são: <strong>calor, perfume, oleosidade e doçura</strong>.</p>
<p>• O ser humano ainda não conseguiu compreender as conseqüências do seu processo histórico de <strong>superação do cio biológico </strong>na busca da <strong>vivência do cio psicobiofísico</strong>, em especial, em relação à dimensão energética.</p>
<p>• Por desconhecer as conseqüências da transgressão às leis que regem o seu sistema natural, o ser humano passa a  produzir uma  energia  que não existe na natureza, a EMH mortal/negativa<strong>.</strong></p>
<p><strong>. </strong>Essa energia negativa/mortal vai progressiva e paulatinamente despotencializando o indivíduo, fazendo com que ele se torne cada vez mais apenas <strong>objeto </strong>em todas as relações, especialmente, na vivência de sua sexualidade.</p>
<p>•  A <strong>Energia Material Humana</strong> <strong>vital/positiva</strong>, <u>matéria prima do amor,</u> é <u>produzida pela relação sexua</u>l em que ambos os indivíduos são sujeitos: <u>modelo da fusão genital</u>.</p>
<p><strong>°  </strong>A fusão genital se dá numa relação em que também a mulher vivencia sua potência genital, que se expressa materialmente pelo <strong>intumecimento e contração vaginal.</strong></p>
<p>° A potência genital, tanto a  masculina quanto a feminina, é determinada pelo afluxo sanguíneo ao respectivo órgão genital.</p>
<p align="justify">• A <strong>EMH- mortal/negativa</strong>, <u>matéria prima do medo e de todos os males humanos</u>, é produzida pela relação sexual em que um é <strong>sujeito</strong>  e o outro é <strong>objeto: </strong><u>modelo da fissão genital.</u></p>
<p align="justify">• A Energia Material Humana <strong>mortal/negativa</strong> nasce do desequilíbrio entre massa e energia e ela é <strong>frígida, fétida, seca e sal amarga</strong>, comportando-se como a matéria prima do mal estar, da dor, da doença e da morte.</p>
<p>• Além de suas características serem de morte, a energia material humana mortal/negativa é falaz, levando os sentidos da <strong>hipersensibilidade</strong> à total <strong>insensibilidade</strong>, e nunca à percepção real de um mesmo estímulo ( frio que queima).</p>
<p>° Por não se harmonizar com a natureza humana, o próprio corpo tende a expulsar toda carga de energia materiall humana mortal/negativa.</p>
<p>° As cargas de EMH- mortal/negativa retidas (não expulsas) adquirem progressivamente os seguintes estados: <strong>gasozo, líquido e sólido.</strong></p>
<p>°  No modelo da <strong>fusão genital</strong> se produz/reproduz o espírito de <strong>amor</strong>; no da <strong>fissão genital</strong>, o espírito de <strong>inveja.</strong></p>
<p>• O indivíduo carregado de Energia Material Humana mortal/negativa tem medo do contato com a natureza.</p>
<p>• A Energia Material Humana mortal/negativa forma camadas que envolvem e bloqueiam o desejo, reprimindo-o. A busca de vivência desse desejo reprimido gera a realidade da <strong>compulsão.</strong></p>
<p><strong>• </strong>A vontade pode expressar tanto o desejo quanto a compulsão.</p>
<p>• O <strong>processo de transmissão</strong>  (emissor/recebedor) da energia material humana não obedece a fronteiras <strong>nem espaciais nem temporais</strong>.</p>
<p>• A Energia Material Humana é geralmene invisível, mas perceptível pelos demais sentidos, o que nos permite ter com ela uma relação de <strong>concretude.</strong></p>
<p>• A pessoa equilibrada (enxuta) é aquela que cultiva a Energia Material Humana vital/positiva e sabe se desfazer da mortal/negativa.</p>
<p>°  Carência afetiva (<em>indivíduo aguado na Sabedoria Popular</em>) é determinada pelo excesso de Energia Material Humana mortal/negativa, demandando necessidade de descarrego.</p>
<p>• O <strong>homem</strong> só <strong>NÃO TEM SIDO</strong> <strong>SUJEITO de SUA  própria SAÚDE</strong>, porque <strong>desconhece os mecanismos para se livrar das cargas de Energia Material Humana mortal/negativa</strong>, <strong>tornando-se totalmente DEPENDENTE de <u>medicamentos e do outro</u></strong>.</p>
<p>• <strong>As doenças</strong> têm sua origem, explicação e evolução no cultivo dos ressentimentos cuja <strong>matéria prima</strong> é a <strong>Energia Material Humana mortal/negativa</strong>.</p>
<p>• O medo que temos da morte não se refere àquela que é o final do ciclo natural da vida e, sim, àquela que nós mesmos cultivamos através da produção e reprodução da Energia Material Humana mortal/ negativa.</p>
<p>• O amor e a inveja produzem descargas energéticas com sinais contrários: uma constrói, a outra destrói.</p>
<p>• O grau de liberdade do indivíduo é proporcional à sua capacidade de se livrar das cargas de Energia Material Humana mortal/negativa recebidas por herança ou por qualquer tipo de relação.</p>
<p>• O vício não se encontra nas <strong>coisas</strong> e sim <strong>na forma</strong> como lidamos com elas.</p>
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		<title>45 &#8211; Vida conjugal: relacionamento na direção do amor como pulsação cósmica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Bayeux]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2020 13:36:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia Popular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>VIDA CONJUGAL: relacionamento na direção do amor como pulsação cósmica. Leonardo J. Jeber          “O amor, o trabalho e o conhecimento são as fontes da vida;<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>VIDA CONJUGAL:</strong></p>
<p align="center"><strong>relacionamento na direção do amor como pulsação cósmica.</strong></p>
<p align="right"><em>Leonardo J. Jeber</em></p>
<p align="right">         “O amor, o trabalho e o conhecimento são as fontes da vida; deveriam também governá-la”</p>
<p align="right">Wilhelm Reich</p>
<p>Este texto tem como sua principal referência a teoria reichiana, baseada nos estudos e pesquisas de Wilhelm Reich, <em>Cientista Natural</em>, falecido em 1957, pioneiro para o que hoje se denomina de Psicologia Corporal. Está frase, acima, em epígrafe, que abre todos os livros de Reich, nos diz que o Amor é a primeira fonte, e a meu ver, a fonte de todas as fontes. Trabalho e conhecimento são produções humanas que podem ou não expressar amor. Falaremos neste texto, prioritariamente de amor, que além de ser emoção e sentimento está envolvido com nossa produção diária em termos de qualquer trabalho e com o que também produzimos como conhecimento.</p>
<p>Vivemos em sociedades e culturas que tem como sua base econômica preponderante, o capital financeiro/material como um valor extremado que afeta a todos nós pessoas que vivemos nelas. Uma coisa é ter finanças para uma vida digna, e que deveria ser para todos, outra coisa é a necessidade de acúmulo constante e desnecessário de bens materiais, para além do que realmente precisamos.Percebemos, mesmo que subjetivamente, que existe uma discrepância absurda no mundo em termos de distribuição de renda.Nos dias de hoje, mais do que antes, essas sociedades são chamadas de consumistas, lógica que também passou a objetificar seres humanos, isto é, transformá-los em objetos de troca rápida e fácil, de modo que temos também um mercado e uma economia de relacionamentos amorosos e sexuais, dimensões que deveriam estar juntas, unificadas, mas que na sociedade atual, e desde há um bom tempo, forma cindidas. É nesta sociedade, que buscamos pessoas como se estivéssemos em supermercados ou lojas dos shoppings centers.Temos todos que apresentar nossa embalagem, nossa <em>marca e grife</em>. Nos colocamos nas prateleiras para sermos escolhidos, de um modo completamente diferente de tudo o que o ser humano já tinha experimentado em termos de estratégias para sua busca por pessoas para a construção de uma vida amorosa em direção à uma possível conjugalidade. Essa lógica também permeia diferentes casais que já estando vivendo de forma efetiva um relacionamento conjugal, de médio ou longo prazo.A sociedade de consumo já existe há décadas e só foi crescendo nesta direçãode criar em nós a ilusão de que precisamos todos lucrar em todos os sentidos; mas em Reich podemos dizer que é melhor lucrar com <em>todos os sentidos</em>, já que, , <em>somos saudáveis através de nossas percepções sentidas</em>, porque como ele nos demonstrou, nossa racionalidade é sentida e está enraizada na natureza de nossa corporalidade. Esse lucrar que estou criticando, tem aqui essa conotação capitalista. De capital, todos nós precisamos, mas não no sentido de transformá-lo num deus que nos governa e escraviza. Mas é preciso perceber uma questão crucial aqui que Reich percebeu em suas pesquisas: a culpa não é do capitalismo e nem patriarcalismo, mas de todos nós, humanos que transformam o capital e um sistema social em um (falso) deus e o idolatram. O homem individual e coletivamente é o único responsável por destruir e bloquear sua capacidade natural para o amor. Todo <em>ismo</em> é um falso Deus, os homens os criam e depois deslocam sua responsabilidade culpabilizando os próprios sistemas que criou e que mantem, precisam achar um bode expiatório. Não fomos nós que assassinamos Cristo?</p>
<p>Com base na minha própria pessoa e em relações amorosas que já vivi, sinto que é difícil amar a quem se orienta pela lógica capitalista. Muita vez, a vida de casal fica tomada por conquistas materiais, deixando por menos, o investimento sentimental/moral. Eu sempre tive como princípio pessoal, que conquistas materiais e financeiras na vida conjugal seriam muito mais consequência da aliança afetiva-moral, do que o objetivo, mas sei que a dimensão econômica material também está presente nas expectativas dos cônjuges, pois como diz a sabedoria popular, quem casa quer casa.</p>
<p>Pois bem, a meu ver, sem se ter essa consciência, a gente pode se deparar com uma situação em que alguém faz do amor um balcão de negócios. Seu interesse é lucrar nessa perspectiva que estamos criticando. Portanto, defendo a ideia de que poderíamos dar consciência a cada pessoa que deseja viver amorosamente que desenvolva virtudese sabedorias e que veja com zelo com quem vai namorar e com quem vai querer se casar.Cada pessoa tem sua cosmovisão, uma visão de mundo, e pode estar cristalizado nela. Isso é uma observação geral, e não é simplória a meu ver, pois envolve muito autoconhecimento e conhecimento cultural e científico. Portanto, envolve um aprendizado que pode durar muito tempo em nosso percurso de vida, exigindo autoconscientização, pois todos estamos sujeitos a este modo de funcionar, considerando que vivemos nesta sociedade com está ênfase. É claro que também há muita resistência a esta tendência, embora, a meu ver ainda não seja numericamente significativa.</p>
<p>Assim uma pessoa, homem ou mulher, que <em>ama assim</em>, se mostra como um &#8220;Zé Ninguém&#8221; com a &#8220;Peste Emocional&#8221;, bem descrita pela Psicologia Corporal e Política do Cientista Natural Wilhelm Reich, que nos mostrou que tipo de perfil tem um Zé Ninguém. Todos nós, temos algo deste sujeito. E quem não sabe e não quer aprender a amar, só sabe usar o outro, provavelmente, porque já foi usado também, e perpetuamos um círculo vicioso. As vezes fica-se junto por conveniência, mas separado no coração. Desta forma somos negligentes com a vida de enamoramento e conjugalidade, fazemos de nós e do outro objeto, sem ser sujeitos conscientes de nossos desejos e vontades. Costumamoscair num narcisismo que faz com que fiquemossempre centrados em nós mesmos, rodeando em volta da gente mesmo, olhando sem parar nossa imagem refletida no espelho d’água, conforme o mito de Narciso. Não fazemos isso por maldade, já que a principal vítima deste modo de funcionar, somos nós mesmos, individual e coletivamente.</p>
<p>E assim nossa capacidade de amar fica comprometida em termos de sexualidade, pois a sexualidade é a dimensão que estrutura nosso desenvolvimento desde o nascimento, em cada fase da infância em especial.E uma pessoa, com a sexualidade genital bloqueada e reprimida, separada do coração, dificilmente terá capacidade de iniciar e de manter relacionamentos maduros. A chance de infantilizar todas as suas relações e tornando-se cada vez mais impotente diante da vida em geral e do sexo é o que ocorre. Assim e por isso, temos em nós um sujeito egoísta, narcisista, individualista, vivendo só relações de interesses que têm como base o medo e não o amor. Mas como sair desta situação?</p>
<p>Saber amar é saber-se com o outro por puro prazer em liberdade, o que inclui uma dimensão moral de responsabilizar-se pela vida, naturalmente ética, como demonstrava Reich. Prazer, gozo e êxtase, sexualmente falando é coisa divina, e expressa dois em &#8220;uma só carne&#8221;. Isso é um presente da Graça de Deus para nós, feitos à sua imagem e semelhança. Deus para Wilhelm Reich, a meu ver, expressava o <em>mistério</em> da existência da Energia Vital Cósmica, uma energia que está na base de toda a vitalidade humana, para crescer, sentir, pensar e agir saudavelmente.</p>
<p>Repito que toda liberdade pressupõe responsabilidade diante da vida. Por exemplo, são os <em>dez mandamentos</em> bíblicos que garantem nossa liberdade para sentir-pensar-agir virtuosamente em comunhão com o próximo. Sem esse balizamento, não conseguimos viver nossaliberdade e a confundimos com libertinagem. O mesmo vale para a nossa Constituição de 1988.</p>
<p>Como vemos, existem pessoas que &#8220;amam&#8221; como parasitas/sanguessugas. O que fazer se você se perceber assim, ou perceber que seu parceiro se comporta assim? Use a <em>arma da verdade</em> com amor e mostre a ela com todo o carinho e respeito, o como estão &#8220;se amando&#8221;. Isso é um sintoma da &#8220;peste emocional&#8221;, que está revelando inveja, ciúme, orgulho e soberba de nossa parte. E isso é uma pena, como canta George Harrison:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Isn&#8217;t it a pity? / não é uma pena?</em></p>
<p><em>Now, isn&#8217;t it a shame? / não é uma vergonha?</em></p>
<p><em>How we break each other&#8217;s hearts/ como partimos os corações</em></p>
<p><em>And cause each other pain/ e causamos dor uns aos outros</em></p>
<p><em>How we take each other&#8217;s love / como cada um de nós toma o amor do outro</em></p>
<p><em>Without thinking anymore/ sem parar mais para pensar</em></p>
<p><em>Forgetting to give back / se esquecendo de dar em troca</em></p>
<p><em>Isn&#8217;t it a pity? Não é uma pena?</em></p>
<p>Nenhum de nós é perfeito e temos limites em nossa personalidade. Mas estamos em aperfeiçoamento. Até um excesso de generosidade no amor pode ser ruim porque pode revelar uma tentativa de “comprar e dominar” o outro sendo sempre “gentil e bonzinho”. Costuma ser algo inconsciente que virou um jeito característico, ruim de funcionar, mas que pode ser transformado. Muitos casais acabam criando um certo jogo de dependência emocional. Todos somos limitados para amar em função das nossas características de personalidade que são formadas num dado contexto sócio-cultural-educacional, num percurso histórico de nossas vidas, desde nossa tenra infância, e que produz em nós fortes mecanismos psíquicos de defesa, os quais Reich chamou de encouraçamentocrônico.</p>
<p>Para recuperar a capacidade de amar é preciso de autoconhecimento e conhecimento através de processos educacionais, terapêuticos e psicoterapêuticos, pelo menos. Há outros recursos individuais e sociais. Uma vida espiritualizada (que pode incluir ou não uma prática religiosa)também parece ser imprescindível para aprendermos a não bloquear nosso cerne biológico onde vibra a pulsão primária do amor. No <em>self</em>,nosso eu profundo somos amor, e nosso trabalho essencial é evitar tudo que bloqueie a pulsão primária e essencial do amor. Gosto de traduzir amor como nossa capacidade emocional, sentimental e moral de cuidar da vida em seu sentido amplo e irrestrito, e estar presente com atenção de qualidade em tudo que fazemos em nosso dia-a-dia.</p>
<p>Para Wilhelm Reich, a saúde no amor envolve sempre capacidade natural para se expressar, isto é, expressar-se da forma mais autorregulada e espontâneapossível, aprendendo e sabendo lidar com o que a cultura nos dita como normas externas, heterorreguladoras, aquelas que vem do meio sócio cultural, inerentes a toda sociedade humana. Nossa sabedoria de viver pressupõe aprender a viver dialeticamente diante dessebinômio satisfação-insatisfação <em>pulsionais</em>, que é nosso sistema bioenergético de carga-descarga afetiva-emocional, em nosso sistema vivo, psicossomático. Por isso aprender a colocar limites em si mesmo e nos outros requer um aprendizado, o qual Reich mostrou em sua proposta de educação das crianças, na família e na escola, com base na profilaxia das neuroses, através da proteção à nossa capacidade de autorregulação.Somos sempre seres em busca do máximo de prazer, o que é uma inteligência do nosso sistema corporal, que quer sempre estar pleno em sua vitalidade, porém, a vida real é feita também de frustrações, desprazeres, dores, sofrimentos, e tudo isso é também oportuno para se viver um amor de verdade, como Reich também nos mostrou. Porém, só pessoas muito bem autorreguladas são capazes de adiar os prazeres e aceitar lidar com as situações e momentos de frustração e dor, por saberem que mais tarde e à frente poderão se realizar prazerosamente. Quem não consegue aprender a adiar os prazeres, e até mesmo perdê-los, corre o risco de passar a viver de alívios, que geralmente são confundidos com o próprio prazer, mas que não passam de buscas impulsivas e compulsivas de um falso prazer, na verdade alívios sucessivos insatisfatórios, conforme enfatiza a teoria da energia material humana do professor F. Madureira.</p>
<p>Podemos anunciar algumas pistas para que os amantes saibam se avaliar em suas relações amorosas: amantes que riem, sorriem e gargalham juntos, tem muita chance no amor; amantes que choram e sofrem juntos em solidariedade tem mais chance no amor; amantes que conseguem ficar em silêncio juntos sem se sentir incomodados, tem muita chance no amar; amantes que oram juntos tem muita chance no amor, orar como meditação, agradecimento, perdão e redenção. Amor conjugal é questão de pele e mais: liberdade e autonomia para ser quem se é com o outro, sem exigir do outro e de si mesmo coisas que nenhum ser humano pode dar conta ou oferecer. Não fazer do outro <em>um tudo</em> para preencher suas necessidades, pois nenhum ser humano é um Deus. Amor conjugal pede comunhão e criação de projeto de vida, onde cada um diz dos seus desejos, sem fazer disso um ultimato. A travessia conjugal pressupõe disposição para aprender juntos a caminhar no caminho do amor como projeto, que se materializa em curto, médio e longo prazo.</p>
<p><em>&#8220;Se eu me amo, eu te amo.Se eu te amo, eu me amo”.    Rumi</em></p>
<p><em>“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma,</em></p>
<p><em>e de todo o teu entendimento! Esse é o maior e o primeiro mandamento.</em></p>
<p><em>O segundo é semelhante a esse: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” Evangelho de Mateus</em></p>
<p>Existem pessoas que &#8220;amam&#8221; como desertos, encouraçadamente, diria Reich. Madureira (autor dos estudos sobre Energia Material Humana), diz que são pessoas frias que queimam como um gelo seco, fétidas, secas, ásperas e sal amargas: características da Energia Material Humana mortal (que é a energia vital que ficou aprisionada nas blindagens do corpo, da couraça psíquica e somática). Existem pessoas que expressam amor com base nascaracterísticas da Energia Material Humana positiva: calor, perfume, oleosidade e doçura. Se conseguirmos nos manter com essas características positivas seremos capazes de amar, crescer e permanecer no amor mesmo diante das mais inusitadas dificuldades inerentes a todo relacionamento. Nenhum de nós é um <em>tipo puro</em>, em termos de energia; o importante é buscar fazer prevalecer em nós a energia vital positiva e livrar-se da negativa, através de vários meios terapêuticos e educacionais.</p>
<p>Acredito ser este um jeitode amar saudável, um jeito conforme Jesus no demonstrou. Perseverando e renovando as alianças com fé em Deus. Fé para agradecer, louvar e glorificar a Deus por nos ter criado com e para o amor. Só por ele e com ele podemos viver o amor em plenitude através das características do amor, que nos foi apresentado por C.S. Lewis em seu livro Quatro Amores: Afeição-Eros-Filia-Ágape.Afeição, erotismo, amizade e comunhão a dois, numa <em>pulsação</em> de vida e de energia cósmica primordial que nos eterniza como seres criados à imagem e semelhança de Deus. Amar é dar conta de sair de si, abrir mão de si mesmo e servir primeiro o outro, e por mais difícil que isso seja, e de fato é, por mais paradoxal que seja, assim todos seremos servidos, um milagre que Deus nos deu de presente para vivermos a vida em abundância. Eis nossa tarefa e desafio. Pois foi exatamente isto que Jesus fez por todos nós, e ressuscitou para a Vida em abundância!</p>
<p>Bibliografia:</p>
<ol>
<li>lowen, aLEXANDER. A espiritualidade do corpo: Bioenergética para a beleza e a harmonia. são PAULO, CULTRIX, 1995.</li>
<li>MADUREIRA, G.F. Racionalidade da Sabedoria Popular, energia material humana e sexualidade. Belo Horizonte, Mazza, 2007.</li>
<li>MADUREIRA, G.F. Prazer ou alívio: o X dos sete pecados. (no prelo)</li>
<li>REICH, Wilhelm. A função do orgasmo. São Paulo. Brasiliense, 1993.</li>
<li>REICH, Wilhelm. Escuta Zé Ninguém. São Paulo. Martins Fontes, 2000.</li>
<li>REICH, Wilhelm. O assassinato de Cristo. São Paulo. Martins Fones, 1995.</li>
<li>REICH, WILHELM. O ÉTER, DEUS E O DIÁBO. são PAULO. MARTINS FONES, 2003.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leonardo José Jeber</p>
<p>Professor de Educação Física do Centro Pedagógico-UFMG.<br />
Estudioso da Teoria da Psicologia Corporal e Política de Wilhelm Reich na Educação. Terapeuta em Análise Bioenergética.<br />
Titular da Diretoria Administrativa e Financeira da Ong Ser em Si</p>
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		<title>Racionalidade e espiritualidade cristã</title>
		<link>https://www.seremsi.org.br/racionalidade-e-espiritualidade-crista/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Bayeux]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2020 15:12:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[Informativos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Racionalidade e espiritualidade cristã É inquestionável a ligação direta entre a mensagem cristã e o direito natural. Entretanto, o modelo de racionalidade até hoje usado para<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Racionalidade e espiritualidade cristã</strong></p>
<p>É inquestionável a ligação direta entre a mensagem cristã e o direito natural.</p>
<p>Entretanto, o modelo de racionalidade até hoje usado para compreender e explicar  a proposta de Cristo tem paulatina e progressivamente rompido com essa relação. Cada vez mais me convenço disso, principalmente ao constatar, no dia-a-dia da nossa vida “cristã,” aumentar-se o fosso entre a teoria e a prática, entre a palavra e o gesto,entre a profissão e o testemunho.  Isso, sem falar desse mesmo paradoxo atravessando os séculos: as cruzadas, a inquisição, a colonização das Américas, o massacre das civilizações indígenas e a escravização da raça negra. Aliás, é também a essa contradição que tendo a atribuir a causa do celibato obrigatório, na igreja ocidental, para seus ministros, os mensageiros do amor, passando para nós leigos a impressão de que, na prática, só o celibato é caminho da pureza. (“o matrimônio é um mal necessário”, palavras de um ilustre prelado na década de 60)</p>
<p>É que esse modelo de racionalidade se fundamenta na lógica formal, modo de pensar historicamente determinado, de origem urbana, que vê a realidade através de categorias bem definidas, desprezando sua dimensão relacional. É essa lógica que consagra uma visão estanque de sujeito e objeto, onde um se pode, o outro não pode. E é a partir daqui que nasce, cresce e se consolida a ideologia do poder, da autoridade, da dominação, da exploração e do artificialismo (realidade urbana), fundamentos indispensáveis à perpetuação do patriarcalismo, cuja face mais visível e avançada é o atual capitalismo.</p>
<p>E para amarrar tudo isso de forma definitiva, ela põe na razão toda a fonte legítima de sabedoria, desqualificando os sentidos através da famosa tese da falacidade e, em se desqualificando os sentidos, não tem como não desqualificar os sentimentos ou emoções.</p>
<p>E para dar um nó cego no processo de humanização da sociedade, que é o que Cristo pregou, a lógica formal gerou e ainda sustenta um conceito de matéria que nos impede de interagir com qualquer realidade transcendente (Marx que o diga). É o conceito da mecânica que ainda permeia toda a nossa visão de mundo, onde matéria não vai além da dimensão da massa, nos impedindo de alcançar a  dimensão da energia..</p>
<p>Einstein só pode revolucionar a física porque a lógica que sustentou sua visão de mundo passou da formal para a dialética. Pois essa é a lógica da natureza, da solidariedade e do amor. Nela sujeito é objeto e objeto é sujeito, porque nela o foco não é o elemento (categoria) e sim a relação entre eles, a sua dinâmica. E ao apreender a relação e ver que é nela que se encontra a força, a energia, realidades como dominação e exploração  deixam de ter sentido. Poder e autoridade passam a ser relativizados. O conceito de indivíduo deixa de ser o de uma realidade estanque e autônoma e passa para o de uma realidade dinâmica e sistêmica. E assim o invisível passa a ser levado em conta, chegando a ser necessariamente percebido. E na medida em  que é percebido passa a ser vivenciado, desafiando continuamente a nossa compreensão.</p>
<p>A questão, pois, da espiritualidade X racionalidade se coloca muito mais do ponto de vista da racionalidade. A espiritualidade todos cultivamos de um jeito ou de outro. Todos nos movemos, gestos, hábitos e ações, ou pelo princípio (espírito) do medo ou pelo princípio do amor.O que vale dizer que todos temos fé, seja no medo/dor, seja no amor/prazer. É portanto apenas uma questão de conversão. O problema está é em resolvermos nossa questão com a racionalidade. Aqui a questão é mais complexa por se tratar não mais de conversão, mas de migração.</p>
<p>Como já disse, nosso modelo natural é o da dialética. Entretanto quase toda a nossa formação (educação?!) se deu no modelo da lógica formal. E nessa lógica o programa do amor não roda, pois ela reproduz o poder, a dominação, o estratificado e o estático. O máximo que se pode é fazermos de conta que o programa do amor está sendo rodado, numa autêntica realidade virtual. É que esse software pode até conviver com o da lógica dialética, mas essa convivência vai gerar as tais das ambigüidades, dubiedades, incoerências, incongruências e até mesmo os surtos de esquizofrenia.</p>
<p>A solução, de fato, para que tenhamos harmonia e consigamos trilhar o caminho da felicidade, é promover em nós mesmos um choque de migração ou, se queiram, remigração para o modelo natural da dialética. Com ele podemos rodar o programa do amor, apagando  progressivamente o programa do medo, e reencontrando paulatinamente a magia do Deus que, em algum momento, experimentamos  na nossa infância, e assim passarmos a experimentar o “Verbo que se fez carne”, através de uma vivência de  amor que não tenha fronteira entre discurso e prática.</p>
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		<title>Os mortos e a Energia Material Humana.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Bayeux]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2020 15:12:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[Informativos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os mortos e a Energia Material Humana.                                      <span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><strong>Os mortos e a Energia Material Humana.</strong></p>
<p><em>                                                                                             </em></div>
<div>
É através da Energia Material Humana que a gente se liga com outros níveis de vida</p>
</div>
<div>               Que as várias dimensões energéticas se interagem é algo razoavelmente fácil de se entender. Afinal, na realidade energética a idéia de fronteira não pode ser entendida tal como quando se trata da realidade material, pois nessa é a dimensão da massa que  dá visibilidade às linhas limites de uma fronteira. Retirada a massa da matéria, a energia daí derivada passa a se subordinar à lógica das dimensões energéticas e não mais à lógica da realidade material. O que vale dizer que a<strong> energia material humana</strong> <strong><em>(emh)</em></strong> também não tem linhas limítrofes delimitando o seu percurso e/ou alcance, exceto quanto se trata da emh vital/positiva, pois que essa só existe em total equilíbrio com a respectiva massa.
</div>
<div>            Ao mesmo tempo é a emh que permite e operacionaliza a conexão da dimensão material com as demais dimensões energéticas. Daí a importância de procurarmos entender a lógica de sua gênese e funcionamento, para podermos bem viver a nossa realidade material e aumentarmos o grau de eficácia de nossa comunicação com as demais dimensões energéticas, ou seja, produzirmos o mínimo possível de ruídos para nós e para os nossos interlocutores daqui e do além.</p>
<p>Com tudo isso, muito das realidades das outras dimensões energéticas talvez só viremos a entender quando as tivermos vivenciando. Enquanto isso e também por isso, cabe-nos ir procurando compreender ao máximo a lógica da emh para podermos nos sintonizar melhor com esta e as outras dimensões.</p>
<p>E um princípio que cada vez vai ficando mais claro para mim é aquele enunciado por Cristo ao dizer “que os mortos enterrem seus mortos”. Ou seja, nesta dimensão cabe-nos como missão principal cuidar da vida, o que implica em ter como prioridade a nossa interação com os vivos.</p>
<p>Tudo me leva a crer que o morto-que-enterra a que Cristo se refere é exatamente aquele que não sabe lidar com a sua dimensão material energética. E na medida em que ele ignora ou falseia essa relação, a sua ligação profunda se dá é com o mundo dos mortos, o que vale dizer, com a esfera da energia negativa/mortal, das cargas energéticas acumuladas e herdadas a que denomino de inconsciente coletivo histórico. E quanto mais se está ligado a essa herança, menos capacidade tem o indivíduo de vivenciar sua realidade presente. É a famosa expressão popular sobre aqueles que não vêem além do próprio umbigo, ou por outra, ainda não cortaram o cordão umbilical.</p>
<p>Isso o impede de viver o presente. E quanto menos ele vivencia a realidade presente, pois umbilicalmente ligado ao passado, mais tem necessidade (inconsciente) de dar uma sepultura a seus mortos insepultos que vivem lhe cochichando ao umbigo (ou ouvido?).</p>
<p>E o que é um morto insepulto senão aquele que ainda não se desligou deste plano?</p>
<p>O mais complicado, porém, é que, apesar de não ter se desligado deste plano, ele já está vivenciando a lógica de um plano energético desprovido da dimensão da massa. Em assim sendo, ele não tem mais como evoluir na compreensão da lógica do plano material e ao mesmo tempo dele não se desliga, porque não o compreendeu suficientemente quando podia.</p>
<p>Dessa análise podem-se tirar várias conclusões. Uma delas é a relativa ou até incompleta incapacidade dos mortos poderem orientar os vivos. Isso porque, além do que já refletimos até agora, acrescente-se o fato de que a dimensão material está em constante evolução, e a emh resulta da contradição entre as energias positiva e negativa e sua relação com a respectiva massa. E essa é uma contradição que só pode ser resolvida neste plano.</p>
<p>Exemplo disso podemos encontrar exatamente entre as práticas que fazem uso da energia dos mortos(espíritos). É comum vermos seus ministros encaminharem determinados casos para o homem de branco. Ou seja, é que esse caso tem a ver com o estágio atual da relação entre emh e massa. O que vale dizer que suas determinações não se encontram no além (especialidade desses ministros) e seu enfrentamento ou cura passa pela compreensão de determinações deste plano neste momento. Só que geralmente o homem de branco não consegue dar respostas adequadas, já que, na maioria das vezes, as determinações se dão no nível da emh e essa não foi ainda suficientemente estudada sendo, pelo contrário, normalmente negada.</p></div>
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		<title>Cortemo-nos o cordão umbilical</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Bayeux]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2020 15:11:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[Informativos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cortemo-nos o cordão umbilical Uma respiração saudável está intimamente ligada a um corte verdadeiro do cordão umbilical Naturalmente a mãe desejaria a libertação da cria. Esse desejo<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Cortemo-nos o cordão umbilical</strong><br />
Uma respiração saudável está intimamente ligada a um corte verdadeiro do cordão umbilical</p>
<p>Naturalmente a mãe desejaria a libertação da cria. <strong>Esse desejo começaria a se materializar com o corte do umbigo</strong>. Quanto mais o gesto do corte expressasse esse desejo maior seria o desligamento. Ou por outra, uma coerência entre intenção e gesto.</p>
<p>Infelizmente o ritual desse corte vem, cada vez mais, afastando  a mãe como sujeito do gesto até chegar aos dias de hoje, onde a intenção da mãe contraria completamente a natureza: ter cada vez mais a cria sob suas asas. Até teoria com ares de ciência já se criou para explicar e justificar tal aberração. Quando a mulher não tem referência em si, a cria passa a ser sua referência. Coerente com sua lógica, essas mesmas teorias colocam <strong>a volta ao útero como sendo o maior desejo de todo ser humano</strong>. Ou por outra, o de se religar para trás. O que vale dizer: recuperar uma ligação que verdadeiramente nunca foi desfeita.</p>
<p>Além dessa razão psíquica, existe uma outra mais concreta que, em última instância, dela é também conseqüência. Essa mãe, que jamais teve ou terá o desejo de libertar a cria, pensa desse modo porque, como mulher, não tem consciência de sua referência de fêmea. Se não tem referência em si, seu papel nas relações sexuais não passa de objeto. Como objeto da relação sexual ela se torna sujeito na produção de <strong>energia material humana mortal/negativa</strong>.</p>
<p>Tão logo ela volte à vida sexual ativa, de suas vivências vai se desprender essa energia que é fria, fétida, seca e sal amarga. A criancinha, cujo umbigo foi cortado a contragosto da mãe, mesmo assim já estava gostando do ar deste mundo. Por isso tinha uma respiração profunda, propiciando o início de um processo de fortalecimento do seu sistema respiratório. <strong>Ao sentir, porém, a poluição energética do ambiente familiar,</strong> passa a conter sua respiração para se defender do mau cheiro, do azedume, do frio e da secura do ar.</p>
<p>Com isso sua respiração se torna superficial e arritmada. Com isso seu sistema respiratório entra em processo de enfraquecimento. Com suas defesas debilitadas, torna-se presa fácil de qualquer agressividade ambiental.<br />
E vem a tosse. E vêm as narinas entupidas. E vem a coriza. E vem a dor de garganta. E vem a dor de ouvido. E vem a gripe. E vem a rinite. E vem a sinusite. E vem sei lá mais qual ite. Só sei que a criancinha passa a ser rotulada de alérgica. E de fato reage, age e pensa como alérgico.</p>
<p>E dá-lhe médico. E dá-lhe remédio. E dá-lhe inalações. E dá-lhe cuidados. E limpeza passa a ser assepsia.</p>
<p>Como reforço a tudo isso, a tal mãe sem referência certamente não será espontânea ante às sensações que lhe proporciona o ato de amamentar. Prazer para ela é algo errado.</p>
<p>Acrescente-se a esse mamar tenso a dificuldade respiratória já instalada no bebê.</p>
<p>&#8220;Tadinho, vive engasgando!&#8221; <strong>E teremos uma fase oral se iniciando totalmente comprometida.</strong></p>
<p>Mas criança é natureza. E a natureza que há nela tenta se defender das agressões energéticas. Uma dessas defesas é o tal do dedo no nariz. Ao perceber que se formou uma casquinha em sua narina e que isso está dificultando sua respiração, tão logo seja capaz, a criança tenta dela se livrar usando de um dos dedos da mão. Ela não sabe, mas de fato estaria se livrando da tal energia seca e frígida que, materializada, dá-se o nome de meleca. Estaria se livrando, porque logo logo ela será reprimida. “Tira o dedo daí, menino. Que coisa feia! Deixa de ser porco!” <strong>Afinal, a castração tem que continuar para que a civilização se perpetue!</strong></p>
<p>Mais repressão virá se essa criança, já maiorzinha, ousar escarrar. É como se ela estivesse fazendo a coisa mais errada do mundo. “Que coisa nojenta!” Como se já não tivesse sido chique ostentar-se uma escarradeira de prata na sala de visitas! Até aí não só era usual como era considerado um “bom modo” o ato de escarrar. Depois da tuberculose virou um interdito. Ao ponto de a gente ver as pessoas puxando o catarro e, com a boca melhor do mundo, engoli-lo. Só faltam falar pragente que é docinho!</p>
<p>Mais uma vez é a natureza dando lições que o homem insiste em não acatar<strong>. Até superar a fase anal, o catarro sai nas fezes da criança.</strong> Como, a partir daí, ela já é fisicamente capaz de cuspir, a natureza não permite que seja expelido pela via anal. Que engula se quiser! Que se entupa de energia material humana mortal/negativa! Que alimente diuturnamente sua morte! Que volte a respirar pelo umbigo!</p>
<p>É esse, em última instância, o grito da natureza. Dá todas as dicas para o indivíduo crescer e se (re)ligar à sua dimensão divina. Mas se prefere voltar ao útero, pois é esse seu sonho, seu maior desejo, que o faça!</p>
<p>E dá-lhe estria! E dá-lhe celulite! E dá-lhe gripe! E dá-lhe sinusite! E dá-lhe enxaqueca! E dá-lhe colesterol! E dá-lhe esclerose!</p>
<p>O que fica sem resposta é por que todo hospital tem uma máquina para sugar catarro dos agonizantes, fumantes e/ou não fumantes!? Geralmente pessoas que quando “sadias” nunca escarravam afirmando, com toda convicção, que não tinham o que escarrar!</p>
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		<title>Espírito de Violência e sua origem</title>
		<link>https://www.seremsi.org.br/espirito-de-violencia-e-sua-origem/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Bayeux]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2020 15:11:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[Informativos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Espírito de Violência e sua origem &#160; O espírito de violência não é inerente à natureza humana e, sim, uma construção histórica. Como tal, pode ser<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Espírito de Violência e sua origem</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O espírito de violência não é inerente à natureza humana e, sim, uma construção histórica. Como tal, pode ser enfrentado e superado coletiva e individualmente</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O ser humano existe para <strong>amar e criar</strong>. Amando, expressa e viabiliza sua dimensão natural. Criando, evolui e constrói a história. E essas funções se determinam mutuamente.</p>
<p>Na medida, entretanto, em que vão sendo reprimidas, a energia que as alimentaria passa a ser canalizada para as funções opostas de odiar e destruir. Infelizmente, é essa a dupla que cada vez mais tem reinado nas famílias, na escola, nas organizações e nas relações humanas em geral, reproduzindo e ampliando uma cultura de destruição e de desamor.</p>
<p>Resta-nos, pois, refletir como se dá essa repressão às nossas funções primárias de amar e criar, para verdadeiramente enfrentarmos o espírito da violência que se expressa pelo modelo do <strong>ódio e da destruição</strong>.</p>
<p>A evolução do ser humano tem sido no sentido de dominar sua própria natureza, tentando romper alguns de seus limites, para aumentar a sua capacidade de amar e de criar. Em alguns casos ele se dá bem, porque consegue romper os limites sem transgredir alguma lei essencial da dinâmica natural. Na maioria dos casos, porém, ele tem se dado mal porque, ao tentar romper certos limites, ele, geralmente por desconhecimento ou falso conhecimento, termina por agredir sua própria natureza. Ou por outra, ele se violenta. E, como diz a sabedoria popular, a natureza não revida, vinga. Sua resposta nem sempre é imediata. Pode levar meses, anos, até mesmo séculos, quando pensamos na evolução da própria raça!</p>
<p>É nesse processo de auto-agressão que se vai produzindo, transmitindo e acumulando o espírito de violência. E vira um círculo vicioso: uma visão de mundo dominada pelo espírito de violência só vai criar conhecimento e tecnologia reprodutores da própria violência. O que vai resultar numa cultura de medo e destruição.</p>
<p>Exemplo disso é nossa atual cultura, a que denominamos pomposamente de civilização: cada vez mais criando e disseminando hábitos reprodutores da ideologia do medo. Basta que reflitamos um pouquinho sobre nossos atuais hábitos. Da hora em que nos levantamos à hora em que nos deitamos, todos eles são reprodutores do medo. Medo do vírus, da bactéria, do micróbio, da dor, da doença, do futuro, da morte, de nós mesmos e do nosso semelhante. Será que tanto medo ainda deixa espaço para se cultivar o amor à vida?</p>
<p>O amor passa a existir apenas na dimensão da intenção, apesar “de boas intenções estar cheio o inferno”! E tudo passa a ser chamado de amor, até em relações sado-masoquistas!</p>
<p>Amar não é uma questão de intenção e, sim, de potência, de capacidade. Daí sua matéria prima ser a energia material humana vital/positiva, que se cultiva<br />
numa relação harmoniosa com nossa própria natureza e cujas manifestações são de calor, perfume, oleosidade e doçura.</p>
<p>Se analisarmos, entretanto, nossos atuais hábitos, todos eles são reprodutores da energia material humana mortal/negativa, que é fétida, frígida, seca e salamarga, por isso, matéria prima do medo. Matéria prima que vem sendo produzida/reproduzida por um modelo de sexualidade cada vez mais distante do <strong>modelo natural da fusão genital</strong>, num progressivo e cumulativo processo de substituição pelo <strong>modelo de fissão genital</strong>, gerando mais e mais agressão às leis que regem nosso instinto de preservação da espécie.</p>
<p>Não é por acaso que o episódio de Caim e Abel seja o primeiro a suceder o do pecado original. Nem é por acaso que Caim, o primogênito, seja a expressão do mau e da violência. O fruto de um processo agressivo certamente será sujeito de agressão, de violência e de morte. A não ser que ele entenda a dinâmica desse processo e busque sua superação. É para isso que deve valer termos colhido da árvore do conhecimento, adquirindo racionalidade. É para isso que devemos fazer valer o nosso livre arbítrio.</p>
<p>A violência se expressa por gestos. Temos que combater esses gestos e, por vezes, até reprimi-los. Isso, porém, não basta! Estamos atuando na dimensão das conseqüências. A solução é enfrentarmos sua causa: o espírito que a alimenta, aumenta e perpetua.</p>
<p>A sua principal causa é um paradigma de conhecimento que nega a dimensão da energia existente na matéria, em especial, quando o objeto de análise é o próprio ser humano. Tal paradigma gera no indivíduo uma relação de ilusão com a realidade, tomando, por exemplo, alívio por prazer e vício por virtude, e, consequentemente, agredindo a sua própria natureza. Ora, se sou capaz de agredir a mim mesmo, por que não agredir o outro, seja ele que outro for?!</p>
<p>Por isso, um novo modelo educacional requer, antes de tudo, a incorporação de processos que desmistifiquem essa confusão conceitual entre alívio e prazer. Por conseqüência, tal modelo trabalhará muito mais a dimensão da qualidade do que da quantidade. Em função disso, a motivação se dará é na busca da perfeição (auto-regulação), num constante enfrentamento da competição.</p>
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		<item>
		<title>Será a energia mortal/negativa a mais poderosa?!</title>
		<link>https://www.seremsi.org.br/sera-a-energia-mortal-negativa-a-mais-poderosa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Bayeux]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2020 15:10:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[Informativos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Será a energia mortal/negativa a mais poderosa?! &#160; Aparentemente mais forte porque a tudo contamina, a energia material humana mortal/negativa perde para a vital/positiva, pois só<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Será a energia mortal/negativa a mais poderosa?!</strong><br />
&nbsp;</p>
<p>Aparentemente mais forte porque a tudo contamina, a energia material humana mortal/negativa perde para a vital/positiva, pois só essa germina produzindo nova vida.</p>
<p>Com seis anos de idade eu já ajudava meu pai lá na venda. Daquelas vendas do interior de Minas, lá no Serro, que chegam a vender de tudo. A nossa não chegava a tanto. Era de secos e molhados. Do toucinho à farinha. Do fumo de rolo à cachaça. Do grampo de arame ao querosene.</p>
<p>Por causa da minha idade e tamanho, uma de minhas funções era separar, na época das chuvas, as batatas sadias das podres.</p>
<p>E foi aí que comecei a filosofar sobre o bem e o mal. Por que uma batata podre no meio de várias sadias consegue apodrecê-las? E por que uma sadia no meio de várias podres não consegue sará-las?</p>
<p>Essa coisa me deixava intrigado. Perguntava pra quem eu podia e não podia. Por vários anos essa questão me acompanhou.  Claro que aos poucos ela foi tomando novas proporções e feições. Principalmente na medida em que fui tendo a oportunidade de conhecer novas caras, tanto do bem quanto do mal.</p>
<p>Mas eu me estrepei mesmo foi em acreditar que o mal tem sempre alguma cara, como acontecia com as batatas. Porque, acreditando assim, e sendo a cara algo visível, eu poderia sempre dele me afastar ou combatê-lo. E foi o que tentei fazer. Mas, aos poucos, fui percebendo que ele já estava bem perto de mim. Pior ainda, que estava dentro de mim. Eu estava apodrecendo. Até meu suor já se tornara mal cheiroso! Isso depois de ter escutado que o mal é relativo. Que o que achava que era, não era. E por fim, tendo-o a corroer minhas entranhas, ter que discutir com alguns teimosos em afirmar que ele nem existe!</p>
<p>Até que fui, por uma questão de sobrevivência, descobrindo as suas artimanhas.</p>
<p>A principal delas é que ele nunca se apresenta, está sempre fantasiado. Uma outra é que ele nunca mostra a cara, sempre escondida atrás de alguma máscara.</p>
<p>O segredo, pois, era começar por desmascará-lo. Para isso tive que remexer toda a minha bagagem. E, por coincidência ou não, as pistas para a resposta fui encontrá-las lá na venda de meu pai, no balaio da sabedoria popular.</p>
<p>Juntando tudo e debulhando as partes, cheguei ao conceito de energia material humana. Era com essa dimensão da realidade material que eu não estava sabendo lidar. O entendimento da origem e do funcionamento dessa energia explicava tudo. E a sua característica que mais complica a nossa vida é o seu caráter ambivalente, podendo ser positiva/vital ou negativa/mortal. É por aí que a gente se perde.</p>
<p>A constatação desse caráter ambivalente da energia material humana me faz voltar à minha primeira questão filosófica. Tal como as batatas, também a energia material humana mortal/negativa contamina e a vital/positiva, não. Só que, no caso das batatas, não passava de uma aparente curiosidade. Agora, não. Tratava-se de uma questão de sobrevivência. Não só a minha, como de resto a de toda a espécie. Afinal, se a mortal/negativa tem esse poder e a vital/positiva, não, a conseqüência é a autodestruição da espécie humana e a destruição do planeta.</p>
<p>Diante da gravidade que tomou a minha primeira questão de vida, passo a assuntá-la sistemática e diuturnamente. Num primeiro momento isso me causou uma certa desesperança. Num segundo, cheguei até a sentir uma certa revolta em relação ao Artífice disso tudo. Por que a morte é mais forte que a vida?</p>
<p>Foi aí que me veio a luz. Finalmente encontrara uma resposta para a questão que as batatas da venda de meu pai me propuseram, agredindo o meu olfato.</p>
<p>De fato uma batata podre apodrece todas as demais. De fato uma sadia não sara nenhuma outra. Em contraposição, porém, podemos plantar um saco de batatas podres que nenhuma nascerá. Ao contrário, basta uma sadia ser plantada para podermos colher um saco de batatas saudáveis.</p>
<p>A batata podre contamina, mas não germina. A batata sadia não contamina, mas germina.</p>
<p>O presente ´pode estar sendo dominado pela energia material humana mortal/negativa. Mas o futuro pertence à energia material humana vital/positiva<br />
Serenou-se meu espírito. Voltei a ficar em paz com Deus. Voltei a acreditar no ser humano.</p>
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		<title>Tecnologia e Sabedoria Popular</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Bayeux]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2020 17:17:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[Informativos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tecnologia e Sabedoria Popular Se a tecnologia é uma extensão do próprio homem, ele tem agredido a natureza ambiente porque tem se agredido primeiro. Ensinam os clássicos<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Tecnologia e Sabedoria Popular</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: right;">Se a tecnologia é uma extensão do próprio homem, ele tem agredido a natureza ambiente porque tem se agredido primeiro.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
Ensinam os clássicos da economia que a tecnologia é uma extensão do próprio homem. E o exemplo histórico é o do bastão. Com esse, seguro em minhas mãos, multiplico minha força por algumas vezes. Já sabia disso o homem das cavernas, não só para se defender de inimigos como também para prover sua subsistência. Basta que nos lembremos do tacape, da alavanca, do martelo, da foice, da enxada, etc.</p>
<p>Se o bastão é extensão do homem que dele se serve, também o computador o é.</p>
<p>Assim como a própria robótica. O que nos põe muito para pensar. Por que, diante desses avanços da tecnologia, nos sentimos, por vezes, tão impotentes e, até, medíocres?</p>
<p>Acho que a resposta está no nosso próprio processo de evolução tecnológica.</p>
<p>Estamos vivendo um momento de perplexidade e, até mesmo, de pânico. A mesma ciência que criou e sustentou esse processo de evolução está a nos afirmar que, se não mudarmos de paradigma, corremos o risco (existem divergências apenas quanto ao tempo) de tornar nosso planeta inabitável para o ser humano. É o efeito estufa! É o derretimento das calotas polares, com conseqüente inundação de várias faixas de terra costeira! É a falta de água potável! É o aumento de temperatura ainda incalculável! São epidemias novas cada vez mais próximas umas das outras.</p>
<p>A urgência de mudança se mostra cada vez mais atual. Autoridades e instituições, que jamais levaram essa questão a sério, começam a mudar de posição. E uma lição parece emergir desse processo: a mudança tem que ser geral, atingindo a todos e a cada um. Com mudança de postura, de comportamentos e de hábitos.</p>
<p>Concordo com tudo isso. Só ainda não li nem ouvi falar da maior lição que deveríamos estar tirando de tudo isso.</p>
<p>Que nós, seres humanos, também somos natureza, ninguém nega. O que pode gerar um pouco de polêmica é o coeficiente de natureza ou de história que carregamos. Ora, se a tecnologia é uma extensão do próprio homem, e a que temos desenvolvido é de agressão à natureza ambiente, é porque nossa evolução tem sido no sentido de agressão à nossa própria natureza humana. E se assim é, está aqui a causa de todos os nossos males individuais, sociais e, também, ambientais: não sabemos lidar com a nossa própria natureza humana e, por isso, a estamos agredindo diuturna e sistematicamente e, por via de consequência, desrespeitando e agredindo a natureza ambiente.</p>
<p>Essa, no meu entender, é a maior das lições que deveríamos estar tirando de tudo o que está acontecendo. No momento em que essa lição se entranhar na consciência coletiva, estou convicto de que tudo mudará. O ser humano buscará ter uma relação harmoniosa com sua própria natureza, potencializando-a, e passará a interagir respeitosamente com o meio ambiente.</p>
<p>Esse sempre foi o principal traço de racionalidade da Sabedoria Popular! Isso porque ela jamais desconsiderou a dimensão de energia na matéria. Pelo contrário, sempre a considerou tendo-a como determinante. Ou por outra, para a Sabedoria Popular, a realidade material vai além do que seja visível, mensurável, palpável e ponderável. E o ser humano, como parte da realidade material, também é produtor/reprodutor de energia: a energia material humana que, por ser ambivalente, pode ser vital/positiva ou mortal/negativa.</p>
<p>A vital/positiva é calorosa, perfumosa, oleosa e doce, resultado de uma relação harmoniosa com nossa natureza ao vivenciarmos o modelo de fusão genital e, por isso, fazendo-nos saudáveis e amorosos. Já a mortal/negativa é frígida, fétida, seca e salamarga, resultado de uma relação agressiva com a nossa natureza ao vivenciarmos o modelo de fissão genital, e, por isso, produzindo/reproduzindo essa energia que é matéria prima de todos os nossos males individuais e coletivos, e de uma postura de desrespeito e agressão à natureza ambiente.</p>
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		<title>Racionalidade da Sabedoria Popular</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Bayeux]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2020 17:19:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[Informativos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Racionalidade da Sabedoria Popular Só voltando a respeitar a sua natureza e a do meio o ser humano se livrará da extinção. Os atuais modelos de sociedade, de<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Racionalidade da Sabedoria Popular<br />
</strong></p>
<p style="text-align: right;" align="right">Só voltando a respeitar a sua natureza e a do meio o <span class="il">ser</span> humano se livrará da extinção.</p>
<p style="text-align: center;" align="center">
Os atuais modelos de sociedade, de conhecimento e de desenvolvimento estão completamente <span class="il">em</span> xeque. <span class="il">Em</span> xeque, portanto, nosso modelo de racionalidade. E não é mais questão de discussão e argumento. É algo visível e a olho nu. Nem mais precisa de termômetro. O planeta arde <span class="il">em</span> febre. E essa febre pode destruí-lo, levando de roldão a raça humana! É o dilúvio de fogo!<br />
A chamada civilização construiu progressivamente uma forma de se viver e de se conviver alicerçada na agressão à natureza. Essa nem sempre revida. Mas sempre vinga. É o que sempre ensinou a sabedoria popular. E estão aí, estampados todos os dias <span class="il">em</span> nossa mídia, os sinais de que chegou a vez da vingança da natureza.<br />
É hora, pois, de mudarmos nossa forma de viver. Ou construímos um novo jeito, com base no respeito à natureza, ou seremos extirpados da face da terra.<br />
Para essa nova forma, esse novo paradigma, muito tem a contribuir a sabedoria popular. Essa, sim, sempre assentou sua evolução e o desenvolvimento de seu saber no respeito à natureza. Não apenas à natureza ambiente. Mas, sobretudo, à própria natureza humana. E vem daí sua facilidade <span class="il">em</span> compreender a necessidade de se respeitar a outra natureza, a que nos rodeia, a ambiental.<br />
Tudo isso porque, <span class="il">em</span> buscando respeitar sua própria natureza, o homem da sabedoria popular sempre sacou que, se, por acaso ou ignorância, a agredia, terminava por produzir uma energia que o impotencializava para a vida. Seus sentidos se atrofiavam, seu vigor diminuía, suas relações se deterioravam, sua interação com outras dimensões da realidade se embotava, sua vida deixava de ter qualidade. Daí a importância que a sabedoria popular sempre deu às práticas de descarrego: toda forma de se livrar dessa energia material humana mortal/negativa.<br />
Essa percepção da dimensão de energia da matéria possibilitou-lhe, também, evoluir numa visão sistêmica e dialética de mundo. Energia não tem fronteiras: nem de espaço, nem de tempo. Dessa forma, passamos a ver que tudo está interligado e interagindo. E se assim é, não há lugar nem para agressão nem para o desperdício. Afinal, se meu gesto interfere no todo, prejudicando, também eu estarei me prejudicando.<br />
Como vê<span class="il">em</span>, temos muito a aprender com a sabedoria popular. E com urgência!<br />
Não só para impedir a destruição do planeta, com a nossa conseqüente autodestruição, mas, principalmente, para podermos adquirir uma verdadeira qualidade de vida.<br />
E esse aprendizado passa pela incorporação do conceito de energia material humana à nossa visão de vida, a fim de sabermos nos livrar da mortal/negativa para podermos, de fato, cultivar a vital/positiva. É nesse cultivo que se encontra o segredo da verdadeira dimensão do prazer.<br />
Por tudo isso, o ideal de modelo a <span class="il">ser</span> buscado na Sabedoria Popular era o da pessoa enxuta. Daí a poesofia que se segue:<a href="http://r.newsletter-seremsi.com/mk/cl/f/MR6klHhyaURjYnRxGL3LC0ssDYf48ylzGRmE7Qrg6PWMb5vhkR_Lr9wleOZlySu6hMxLutzK1bQEFkVPpXDRoN7skqC2PJhrV5RUR5wBXZHE8HJxn3q1U6PdLkuCiQlVYReKNsc4okawZdbB8n5pgsp24Pw7OmrBA1WHMOzoQ6_Teuy1th0RgPIm3xI06is2UeCW3qHzTEtGRUI4DA" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://r.newsletter-seremsi.com/mk/cl/f/MR6klHhyaURjYnRxGL3LC0ssDYf48ylzGRmE7Qrg6PWMb5vhkR_Lr9wleOZlySu6hMxLutzK1bQEFkVPpXDRoN7skqC2PJhrV5RUR5wBXZHE8HJxn3q1U6PdLkuCiQlVYReKNsc4okawZdbB8n5pgsp24Pw7OmrBA1WHMOzoQ6_Teuy1th0RgPIm3xI06is2UeCW3qHzTEtGRUI4DA&amp;source=gmail&amp;ust=1584451224341000&amp;usg=AFQjCNH50FG1aeiQfc9HdyDGLclSC3a6-Q"> ENXUTO</a>. Quem não guarda mágoa, má-água, porque não alimenta a energia material humana mortal/negativa, prucurando cultivar as virtudes.</p>
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		<title>Frei Betto e Sabedoria Popular: mais um testemunho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Bayeux]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 May 2020 17:20:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[Informativos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Frei Betto e Sabedoria Popular: mais um testemunho As teses defendidas por Frei Betto no livro &#8220;Sinfonia Universal&#8221; estão em total sintonia com a visão de<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Frei Betto e Sabedoria Popular: mais um testemunho</strong></p>
<p style="text-align: right;">As teses defendidas por Frei Betto no livro &#8220;Sinfonia Universal&#8221; estão em total sintonia com a visão de mundo da sabedoria popular.</p>
<p style="text-align: center;">Tive a maior satisfação de, há algum tempo, ter lido o livro &#8220;Sinfonia Universal&#8221;, 3ª edição, de Frei Betto, em que ele resume de forma simples e objetiva a teoria de Teilhard de Chardin</p>
<p style="text-align: center;">Além de sua leitura gostosa, esse livro me proporcionou dois prazeres. Primeiro, de recuperar algumas reflexões que tive oportunidade de vivenciar em debates dos quais participei na década de 60. O segundo, e o mais intenso, foi de reencontrar em Teillard de Chardin uma visão de mundo material que, a duras penas, tenho detectado no estudo da Sabedoria Popular. Duras penas porque, para chegar a ela, tive que viajar, às vezes a pé, às vezes de planador, pelas teorias que povoaram o século XX, na tentativa de desvendar a realidade material, em especial, a que diz respeito ao ser humano.<br />
Cristianismo, psicologia comportamental, psicanálise, marxismo e filosofia oriental compuseram o cardápio onde tentei alimentar meu espírito e aguçar minha inteligência na busca da verdade.<br />
Nessa busca, tropiquei, empaquei e até caí. Alguns desses acidentes se deveram à minha própria fragilidade. Uma outra parte, à forma como essas visões de mundo nos são passadas. Mas a maior parte debito a uma noção parcial e falseada da realidade material de que algumas teorias estão impregnadas.<br />
Mas até isso teve valor positivo nessa busca. De certa maneira, foi essa visão parcial e falseada que, aos poucos,  foi-me empurrando para uma visão de mundo que não está escrita, não é valorizada, muito antes pelo contrário, chega a ser menosprezada: a Sabedoria Popular. Foi nela que encontrei respostas para as questões mais fundamentais que ficaram pendentes na minha viagem pelo saber racional mecânico.<br />
Esse saber, que dominou o século XX e continua hegemônico,  tem como método principal o experimento de laboratório e continua trabalhando basicamente com o conceito de matéria onde a dimensão energética é geralmente minimizada , chegando até a ser desprezada.<br />
Isso explica a marginalização a que Teilhard de Chardin foi submetido em vida e a pouca divulgação que tem tido a sua obra. Ele encara a matéria como infra-estrutura científica _ anatômica, fisiológica _ do espírito, considerando que matéria e espírito não são duas coisas, mas dois estados, dois aspectos de uma matéria cósmica,&#8230; (in obra citada, págs. 92 e 94). O tratamento dispensado a Teilhard de Chardin serve também para explicar a relação que temos tido com a sabedoria popular. Uma relação de desqualificação, de desprezo e até de condenação.<br />
Entretanto, acredito estar na Sabedoria Popular a resposta para muitas das questões que nos afligem individual e coletivamente. Daí a necessidade de se estudá-la, de se criarem mecanismos para a sua preservação, evolução e divulgação.<br />
Preocupado com o rumo que as coisas estão tomando, onde a Sabedoria Popular tem cada vez menos espaço, sendo substituída por um saber racional mecânico que, além de não dar conta das principais questões do ser humano, tem é lhe criado mais conflitos, considero mais do que oportuna a criação de um movimento para pesquisar, estudar e divulgar a Sabedoria Popular</p>
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